Bolsa fecha em alta com foco na cena corporativa; dólar sobe

Ações de BRMalls, Totvs e Cielo foram os destaques positivos do pregão desta quinta-feira na B3

Mercado teve dólar em alta depois de novo corte de juros pelo Banco Central na véspera
Mercado teve dólar em alta depois de novo corte de juros pelo Banco Central na véspera Foto: Austin Distel/Unsplash

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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Em dia de repercussão da taxa básica de juros em novo mínimo histórico e dados preocupantes sobre o emprego no Brasil e nos Estados Unidos, a bolsa brasileira subiu sustentada por bons resultados corporativos.

O pregão desta quinta-feira (6) terminou com o Ibovespa atingindo os 104.125,64 pontos, uma alta de 1,29%. No melhor momento do dia, o índice chegou aos 104.523 pontos.

Além da redução da taxa Selic na véspera de 2,25% para 2% ao ano, os investidores avaliaram os resultados da PNAD Contínua, que apontou que a taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,3% no segundo trimestre de 2020, contra 12,2% no primeiro. Os dados mostraram os impactos da crise no mercado de trabalho, o que se reflete nos indicadores de consumo.

O patamar extremamente baixo da Selic tem sido um dos principais – se não o maior – suportes para a bolsa paulista, com papel relevante de pessoas físicas em busca de melhor remuneração para os seus investimentos nos últimos meses.

Outro reflexo do juro básico baixo se dá no câmbio, que torna os ativos em renda fixa no país menos atraentes para investidores estrangeiros. 

O dólar avançou 0,93% em relação ao real e foi negociado a R$ 5,34 no fechamento.

Destaques

Os destaques da bolsa foram Cielo e Totvs, que dispararam durante o pregão.

As ações da Cielo subiram 10,67% após o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, dizer que estão em andamento discussões com o Bradesco sobre divisão de ativos no setor de cartões. Os dois bancos compartilham o controle da empresa de meios de pagamentos, a maior do país. Na máxima do dia, os papéis chegaram a R$ 5,56.

Já a ação da Totvs teve valorização de 10,85% após a fabricante de softwares de gestão divulgar um lucro quase estável no segundo trimestre. As receitas com produtos de computação em nuvem e a forte redução da despesa compensaram os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus. “Vendas impressionantemente resilientes”, afirmou o Credit Suisse.

O setor de shopping centers teve mais um dia de valorização nesta quinta-feira. A BR Malls avançou 11,2%, a Multiplan cresceu 7,66% e a Iguatemi teve valorização de 4,77%. 

Na véspera, a XP Investimentos classificou como “desafiador, mas ainda assim acima das expectativas” o resultado trimestral do Iguatemi. O resultado operacional medido pelo Ebitda caiu 16,5%, para R$ 114,93 milhões, enquanto a margem Ebitda caiu apenas 2 pontos, a 71,4%.

Lá fora

No exterior, Wall Street teve variações positivas, com agentes financeiros aguardando novidades sobre novo pacote de estímulos à economia e os dados do mercado de trabalho em julho, que serão divulgados nesta sexta-feira ().

O norte-americano S&P 500 se recuperou de queda no meio do pregão e fechou com valorização de 0,62%. O Dow Jones subiu 0,68% e o Nasdaq avançou 1,42%.

Os pedidos de auxílio-desemprego também seguem elevados e totalizaram 1,186 milhão em dado com ajuste sazonal na semana encerrada em 1º de agosto, em comparação com 1,435 milhão na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (6).

As ações europeias caíram nesta quinta-feira, uma vez que a bolsa de Londres foi prejudicada depois que a Glencore descartou seus dividendos e as ações ligadas ao petróleo caíram.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,76%, a 1.406 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,73%, a 362 pontos.

*Com informações da Reuters

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