Apoiado por commodities, Ibovespa fecha em leve alta; dólar avança após IPCA

O avanço da inflação aumenta as expectativas sobre a próxima reunião de política monetária do Banco Central

Foto: CNN

Matheus Prado e Leonardo Guimarães,

do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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O dólar voltou a subir ante o real nesta segunda-feira (9) depois que os investidores ficaram preocupados com a inflação no Brasil. A moeda norte-americana fechou o dia negociada a R$ 5,0704 – alta de 0,7%.

Na B3, o Ibovespa teve leve alta com ações ligadas a commodities balanceando as perdas do varejo e bancos. O índice subiu 0,09%, para 129.906 pontos. 

As ações da Vale (VALE3) avançaram 2,07%, favorecida pela forte alta dos futuros do minério de ferro nesta quarta-feira, com o contrato de referência na bolsa chinesa de Dalian chegando a subir 5,4% após três dias de baixa.

O mercado segue de olho na aceleração da inflação. Isso porque o IPCA subiu 0,83% em maio, após alta de 0,31% no mês anterior, informou o IBGE nesta quarta. No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 8,06%, contra alta 6,76% do mês anterior.

Globalmente, há muita expectativa para o CPI (que mede a inflação) de maio dos EUA, que será divulgado na quinta-feira (10) e poderá determinar o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Em abril, a taxa anual do CPI dos EUA ficou em 4,2%, muito acima da meta oficial de inflação de 2% do Fed.

Lá fora

Os índices de ações dos Estados Unidos fecharam em queda com os investidores esperando os dados de inflação antes de fazer qualquer grande aposta. 

O Dow Jones caiu 0,44%, para 34.447 pontos, enquanto o S&P 500 teve desvalorização de 0,18%, para 4.219 pontos e o Nasdaq recuou 0,09%, para 13.911 pontos. 

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa após a China divulgar um salto nos preços ao produtor num momento em que a inflação se tornou uma das principais preocupações dos investidores.

A taxa anual de inflação ao produtor (PPI) chinês disparou para 9% em maio, superando expectativas e atingindo o maior nível em quase 13 anos, à medida que a segunda maior economia do mundo segue se recuperando dos efeitos da pandemia de Covid-19. Os preços ao consumidor (CPI) da China também ganharam força no último mês, mas em ritmo mais contido.

Os últimos números do PPI e CPI chineses vêm em meio a temores de que a tendência de avanço da inflação global, resultado do processo de retomada econômica, acabe forçando grandes bancos centrais a retirar estímulos monetários mais cedo do que se imaginava.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,35% em Tóquio hoje, a 28.860,80 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,13% em Hong Kong, a 28.742,63 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,97% em Seul, a 3.216,18 pontos, e o Taiex cedeu 0,64% em Taiwan, a 16.966,22 pontos.

Por outro lado, os mercados da China continental se animaram, uma vez que os dados de inflação também sugerem continuidade da recuperação econômica. O Xangai Composto subiu 0,32%, a 3.591,40 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,14%, a 2.396,54 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o viés majoritário da Ásia e ficou no vermelho. O S&P/ASX 200 caiu 0,31% em Sydney, a 7.270,20 pontos. 

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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