Mercados operam nesta sexta com temor sobre variante Ômicron e decisões de juros

Índices ao redor do mundo operam em queda com novas restrições para evitar casos da nova cepa e com postura mais dura de bancos centrais

Priscila Yazbekda CNN

Em São Paulo

Ouvir notícia

Os mercados operam nesta sexta-feira (17) com a variante Ômicron da Covid-19 e decisões de juros derrubando os mercados.

Começando pelo exterior, os índices tinham tendência de queda durante a manhã, com países em toda a Europa adotando novas medidas de restrição para tentar evitar um tsunami de casos da nova cepa da Covid-19. Além disso, mercados refletem posturas mais duras de bancos centrais pelo mundo.

O Banco Central da Inglaterra surpreendeu e foi o primeiro dos grandes bancos centrais de países ricos a elevar os juros. O BC europeu vai reduzir o programa de compras de títulos. O BC do Japão manteve os juros, mas anunciou o fim da compra de títulos em março. O Banco Central mexicano subiu juros.

Vale lembrar que na quarta-feira (15), o Banco Central mais importante do mundo, dos Estados Unidos, aumentou o ritmo de retirada dos estímulos e sinalizou três altas de juros em 2022.

Na contramão do mundo, o BC da Turquia cortou juros, mesmo diante da inflação de 20% no país, levando a lira truca a passar a marca dos US$ 16.

Ontem a Nasdaq teve a pior queda desde outubro. Ações de tecnologia sofrem mais com aumento de juros porque analistas calculam se elas valem a pena, descontando a taxa de juros vigente.

Além de sair das techs, com economias crescendo menos e juros maiores, investidores fazem a chamada rotação e migram para ações mais cíclicas e defensivas, como de commodities.

Na Ásia, bolsas caíram refletindo a queda em Nova York. Agora de manha, a S&P seguiu a decisão da Fitch na semana passada e declarou a Evergrande como oficialmente inadimplente.

Brasil

Vindo para o Brasil, a bolsa fechou em alta na quinta, e descolou do exterior, impulsionada pelas commodities.

O leilão dos campos Sépia e Atapu, no pré-sal, na bacia de Santos, é um dos destaques da manhã. Marcado para 10h, o evento já começou. Onze empresas participam da disputa e a gigante Exxon se prepara para dar um lance, segundo a Agência Reuters. O governo prevê que a produção de petróleo e gás suba 12% no país com o leilão.

 

O Congresso Nacional promulgou a PEC dos Precatórios, abrindo espaço de R$ 106 bilhões em 2022.

Cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) mostram que o espaço aberto pode ser de R$ 117 bilhões e que o governo pode ter superestimado gastos para deixar uma sobra de R$ 35 bilhões e meio de reais e atender demandas parlamentares em ano eleitoral.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cedeu aos pedidos de Bolsonaro e pediu para o Congresso reservar R$ 2,5 bilhões no orçamento de 2022 para reajustes de salário. O relator pode ou não incluir o pedido no seu parecer.

O Ibovespa Futuro cai 0,69% nesta manhã, a 109.168 pontos, com o dólar em alta de 0,38%, a R$ 5,71. O S&P Futuro cai 0,37%, a 4.651 pontos.

Agenda do dia

Além do leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Paulo Guedes faz o balanço de fim de ano com a imprensa, às 15h30.

No cenário internacional, saiu a inflação da Zona do Euro, que bateu recorde em novembro. Membros do FED (Federal Reserve System) discursam nos Estados Unidos às 15h.

Mais Recentes da CNN