Nada mudou na estratégia de privatização da Eletrobras, diz secretário

Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização, afirmou que o trabalho será em parceria com TCU

Da CNN

Em São Paulo

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A Eletrobras atualizou o cronograma para a sua capitalização, prevendo agora que a operação de “follow-on” ocorra até maio de 2022. Segundo o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, em entrevista à CNN, nada mudou na estratégia de privatização da empresa.

“O que eu posso garantir é que absolutamente nada mudou na estratégia de privatização da Eletrobras. É público tudo o que tem sido feito nesse projeto. Então, nada mudou na estratégia. O Tribunal de Contas da União tem essa atribuição constitucional de validar esses projetos. Isso é algo normal e que faz parte do processo”, afirmou o secretário.

Marc Cord afirma que estão confortáveis com o cronograma e que são “parceiros do TCU”. “Temos a mesma missão, que é garantir que as leis sejam cumpridas, e que essa operação [capitalização] vai ser feita da melhor maneira para os 210 milhões de brasileiros que são os acionistas da Eletrobras. Então nossa missão é única e não tenho dúvidas de que trabalharemos juntos”.

O secretário diz esperar que o Tribunal faça sugestões e exigências, e que todas serão acatadas. “Esse processo vai ser feito à muitas mãos. E, de novo, para garantir que essa operação que é boa, para todo o Brasil, vai acontecer da melhor maneira possível e dentro do prazo.”

Sobre as manifestações de desconfiança em relação a inconsistências no projeto apontadas pelo TCU, Mac Cord afirmou que há muita assimetria entre informações de Brasília e do mercado, e que há agentes que usam disso para causar tumulto no mercado. 

“Existe uma assimetria muito grande de informações entre Brasília e o mercado. Isso é verdade não só com o projeto da Eletrobras, mas para tudo o que acontece em Brasília. Infelizmente, alguns agentes acabam usando essa assimetria de informação para tumultuar o mercado e, muitas vezes, algumas informações incorretas acabam seguindo para o mercado”, afirmou Diogo Mac Cord.

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