Nos EUA, Bolsonaro volta a criticar governadores por ICMS sobre combustível

Em churrascaria, presidente teve encontro com o ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi e foi aplaudido ao comentar questão dos combustíveis

Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante encontro na Flórida
Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante encontro na Flórida Foto: Alan Santos/ PR

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Em momento fora da agenda oficial durante viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve, neste domingo (9), em uma churrascaria em Miami, na Flórida. No local, conversando com o ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, o presidente retomou polêmica com governadores ao se dizer favorável à retirada do ICMS (um tributo estadual) no preço de combustíveis. 

Em vídeo postado no Twitter pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o presidente é aplaudido no restaurante e depois aparece conversando de pé com Emerson, a princípio sobre o rompimento de contrato de patrocínio da Petrobras com a McLaren, equipe de Fórmula 1.

 

“Acaba com esse negócio, vai lá: não tinha cláusula de rescisão (no contrato). A que ponto estavam as instituições, loteadas por partidos políticos no Brasil… Não estou atacando o Congresso, mas um costume, uma praxe, um vício que tinha lá. Todo mundo, ah tem que mudar o Brasil, mas com as mesmas práticas não dá”, disse Bolsonaro ao lado de Fittipaldi. “Quem que assiste uma Fórmula 1 no Brasil sem um brasileiro?”, acrescentou.

Em seguida, Bolsonaro passou a falar dos preços dos combustíveis e dos pedágios elevados. “Emerson, pela quinta vez no ano baixamos o preço do combustível (da Petrobras); a última foi cinco por cento na refinaria. Sabe quanto baixou na bomba? Zero. Esse é o Brasil, e quando eu falo de quem é a responsabilidade, pessoal faz listinha, assinam 15, 20 personalidades para dar pancada em mim: ‘Eu tô atingindo governador’. Não estou atingindo, estou mostrando uma realidade”, afirmou. “Pois eu quero, se for depender de mim, que o ICMS incida na origem, no preço do combustível na refinaria.”

“Agora, vão conhecer a verdade, quem paga a conta é a ponta da linha, não é apenas o consumidor mas (também) alguém que paga mais porque o frete ficou mais caro”, disse o presidente, acrescentando que o Brasil tem os “pedágios mais caros do mundo e as piores estradas” – e que parte disso não deu para mudar por causa de “grupos incrustados no governo”.

(Com Estadão Conteúdo)

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