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    Países mais pobres precisam de apoio para se adaptar à mudança climática, diz FMI

    Fundo argumenta que, muitas vezes, os que mais precisam são os que menos têm verba potencial para esses gastos

    Sede do FMI, em Washington
    Sede do FMI, em Washington 09/10/2016REUTERS/Yuri Gripas

    Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo

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    O Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca o fato de que os países mais pobres enfrentam maiores riscos com a mudança climática e com isso precisam de ajuda internacional para se adaptar.

    O alerta está em texto publicado nesta quarta-feira (23) no blog do FMI, assinado pela diretora-gerente, Kristalina Georgieva, por Vítor Gaspar, diretor do Departamento de Questões Fiscais, e por Ceyla Pazarbasioglu, diretora do Departamento de Estratégia, Política e Revisão do Fundo.

    O FMI aponta que a adaptação às mudanças climáticas deve passar por garantir salvaguardas à agricultura, gerenciar o impacto da elevação dos mares e garantir infraestruturas mais resistentes a fenômenos do clima.

    Segundo o Fundo, questões como uma melhor irrigação, acesso a melhores variedades de sementes, o fortalecimento dos sistemas de saúde e um maior acesso às finanças e às telecomunicações podem ter “resultados significativos”.

    O organismo chama a atenção para o caso da África Subsaariana, que enfrenta um terço das secas do mundo e é “particularmente vulnerável a temperaturas em alta e ao clima extremo”, por ter uma agricultura dependente do regime de chuvas.

    O FMI estima que apenas uma seca na região já reduz o potencial de crescimento econômico do PIB local em 1 ponto porcentual.

    O FMI ainda destaca o fato de que o custo da adaptação às mudanças climáticas varia bastante, a depender dos países. Algumas estimativas do custo geral apontam para cerca de 0,25% do PIB global ao ano nas próximas décadas para o mundo.

    Para 50 países pobres na próxima década, porém, esse custo sobe a mais de 1% de seu PIB.

    No caso de pequenas nações insulares, expostas a ciclones e ao aumento do nível dos mares, o custo pode bater em 20% do PIB.

    Muitas vezes os que mais precisam são os que menos têm verba potencial para esses gastos, diz o FMI, ao argumentar pela importância dessa ajuda.

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