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    Petróleo fecha em forte alta em meio a conversas sobre embargo à exportação russa

    Capital Economics prevê um que um "banimento completo" das exportações energéticas da Rússia provocariam uma disparada no preço do petróleo Brent

    Gabriel Caldeira, do Estadão Conteúdo

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    O petróleo operou em forte alta nesta segunda-feira (7) somando aos ganhos de mais de 25% acumulados na semana passada.

    A guerra entre Rússia e Ucrânia e um eventual aperto da oferta global da commodity – com menor suprimento russo – segue no foco de investidores.

    Neste contexto, negociações para incluir o setor energético às sanções do Ocidente à Rússia fizeram o petróleo oscilar próximo à marca de US$ 140 por barril mais cedo.

    Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em alta de 3,21% (US$ 3,72), a US$ 119,40, e o do Brent para maio avançou 4,32% (US$ 5,10) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 123,21.

    No mesmo dia em que ucranianos e russos realizaram a terceira rodada de negociações por paz – mais uma vez sem grande avanço – nações ocidentais deram alguns dos primeiros passos públicos em torno de uma possível sanção à exportação de petróleo e gás russo.

    Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson disse que a medida “está na mesa”. Já o Congresso dos EUA pode votar amanhã uma lei que busca proibir a importação de produtos energéticos russos e suspender relações comerciais normais com o país, segundo a imprensa americana.

    A Alemanha, no entanto, expressou oposição à ideia de embargar a produção russa das commodities.

    A Capital Economics prevê um que um “banimento completo” das exportações energéticas da Rússia provocariam uma disparada no preço do petróleo Brent, a US$ 160 por barril, e do gás natural europeu, a US$ 300 por Megawatt-hora (Mwh).

    “Além disso, os preços da energia permaneceriam altos por mais tempo, pois levaria tempo para a oferta aumentar para preencher o déficit”, explica a consultoria.

    O aumento sustentado do preço do petróleo teria consequências para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA e da zona do euro, diz o Goldman Sachs.

    Caso a commodity suba US$ 20 além do nível atual, 0,6 ponto porcentual do PIB real do bloco europeu em 2022 seria perdido, e 0,3 ponto porcentual do PIB americano, segundo prevê o banco.

    Entre outras notícias relacionadas ao setor, o The Wall Street Journal relatou hoje que o governo dos EUA está conversando com autoridades da Venezuela para aliviar embargo à produção energética do país, de forma a conter a escalada dos preços.

    Além disso, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano liberou a troca de 2,7 milhões de barris da sua reserva estratégica à ExxonMobil.

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