Petróleo fecha em queda com ajuste após altas recentes e estoques nos EUA

Contrato do WTI para novembro fechou em baixa de 1,90% (-US$ 1,50), a US$ 77,43 o barril, Nymex e o Brent para dezembro recuou 1,79% (-US$ 1,48), a US$ 81,08 o barril

Mesmo com as perdas desta quarta, contudo, o WTI continua no maior nível desde 2014 e o Brent se mantém na máxima em três anos
Mesmo com as perdas desta quarta, contudo, o WTI continua no maior nível desde 2014 e o Brent se mantém na máxima em três anos Extração de petróleo na França REUTERS/Christian Hartmann

Gabriel Bueno da Costa e Iander Porcella, do Estadão Conteúdo

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (6). A commodity chegou a subir logo cedo, mas inverteu o sinal com ajustes após ganhos recentes e em meio a notícias do setor.

Além disso, o dólar se fortaleceu hoje, o que tende a reduzir a demanda pela commodity, que fica mais cara para investidores que negociam com outras moedas.

O contrato do WTI para novembro fechou em baixa de 1,90% (-US$ 1,50), a US$ 77,43 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuou 1,79% (-US$ 1,48), a US$ 81,08 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Dados divulgados nesta quarta pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) mostraram que os estoques do óleo no país subiram 2,345 milhões de barris, a 420,887 milhões de barris, na semana encerrada no dia 1º de outubro. Os preços da commodity, que já caíam, passaram a recuar ainda mais.

Mesmo com as perdas desta quarta, contudo, o WTI continua no maior nível desde 2014 e o Brent se mantém na máxima em três anos.

“Os preços do petróleo estão atualmente tão altos que representam um certo risco para os traders, com a forte flutuação de hoje ilustrando sua fragilidade e vulnerabilidade aos desenvolvimentos do mercado”, diz a analista Louise Dickson, da Rystad Energy.

No começo da semana, os preços do commodity foram impulsionados pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter o ritmo atual de aumento da produção, apesar da crise energética global, gerada por uma restrição de oferta.

Na Europa, os futuros do gás natural subiram cerca de 40% na manhã desta quarta-feira na Holanda, a 162,13 euros por megawatt-hora, mas caíram após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmar que o fornecimento de gás russo aos países do continente deve atingir seu recorde este ano.

“Os comentários de Putin não continham números reais, então a crise energética da Europa não deve ser considerada encerrada. A Rússia já estava preparada para fornecer níveis recordes para a Europa, então não está claro o quanto eles fornecerão”, pondera o analista de mercado Edward Moya, da Oanda.

Também nesta quarta, a União Europeia pediu aos seus estados membros que forneçam fundos de ajuda a consumidores e pequenas empresas mais afetados pelo aumento dos preços de gás e eletricidade na região.

Dentro outras notícias do setor, a petroleira estatal Saudi Aramco reduziu os preços que cobrará por seu petróleo de clientes da Ásia e da Europa em novembro, assim como quase todos os preços para compradores dos EUA.

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