Petróleo fecha em queda pela 7ª sessão consecutiva

Na Nymex, o ativo mais líquido do petróleo WTI despencou 9% na semana e alcançou o menor nível desde maio de 2020

Foto: REUTERS/Angus Mordant

Por Ilana Cardial, do Estadão Conteúdo

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Os contratos futuros mais líquidos do petróleo fecharam em baixa pela sétima sessão consecutiva. De acordo com analistas, a queda se dá, especialmente, pelas preocupações com a diminuição da demanda pelo óleo, devido a possíveis restrições por conta do avanço da cepa delta do coronavírus.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o ativo mais líquido do petróleo WTI despencou 9% na semana e alcançou o menor nível desde maio de 2020. O barril com entrega prevista para outubro teve recuo de 2,14% (US$ 1,36) nesta sessão, a US$ 62,14.

Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para outubro acumulou um recuo semanal de 7,66%. Nesta sessão, o barril do petróleo caiu 1,91% (-US$ 1,27), a US$ 65,18, no nível mais baixo desde maio deste ano.

“Os preços do petróleo tiveram queda acentuada nesta semana, refletindo uma série de fatores que estão tornando nebulosa a perspectiva por demanda”, diz a Capital Economics. A consultoria cita a cepa delta e sua implicação nas restrições de mobilidade e menor demanda pelo óleo, além da recuperação nos EUA parecer ter se estabilizado – com a demanda por gasolina tendo cáido pela segunda semana seguida. “Tudo isso sugere que a demanda por petróleo deve se estabilizar ou até mesmo enfraquecer nos próximos meses”.

O analista da Oanda, Edward Moya, caracterizou o movimento dos preços da commodity como “em queda livre”, por conta de uma Wall Street cautelosa e o preço do dólar pressionado pelas expectativas sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

“Os preços do petróleo terão dificuldade em conseguir um melhor desempenho, já que o pico do verão (no hemisfério norte) ficou para trás e, agora, o retorno ao escritório pode estar em risco para muitas empresas”, observa.

Para Moya, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) pode se preocupar com sua estratégia de elevar sua oferta. “Dados alguns riscos persistentes para a demanda de petróleo, a Opep+ pode querer segurar o aumento da produção na reunião de 1º de setembro.

Se o tema na Ásia for para novas medidas restritivas (por conta da Covid-19), os preços do petróleo podem permanecer pressionados no curto prazo”, prevê o analista.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos avançou oito na semana, a 405, informou hoje a Baker Hughes, companhia que presta serviços no setor.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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