Petróleo tem maior queda desde 1991 com “guerra de preços” da Arábia Saudita

Brent chegou a operar em queda de 30% após governo saudita retaliar a Rússia, que não aceitou acordo com a Opep para equilibrar mercado em crise pelo COVID-19

A Rússia se recusou a acompanhar os esforços da Opep para resgatar o mercado de petróleo atingido pelo coronavírus
A Rússia se recusou a acompanhar os esforços da Opep para resgatar o mercado de petróleo atingido pelo coronavírus Foto: Christian Hartmann / Reuters

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Os preços do petróleo sofreram um colapso histórico entre o final do domingo e a manhã desta segunda-feira (9), após a Arábia Saudita iniciar uma “guerra de preços” no mercado contra a antiga aliada Rússia.

O índice do Brent, referência mundial, chegou a cair mais de 30% na abertura do mercado e, no início da madrugada, operava em baixa de 22%, em uma cotação de US$ 35 por barril. A queda é a maior registrada desde 1991, durante a Guerra do Golfo. 

Nos Estados Unidos, os preços do petróleo caíram 27%, chegando a US$ 30 por barril — maior baixa em quatro anos. Os efeitos chegaram ao mercado de ações e derrubaramo mercado financeiro. O Índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda 5,1%, seguido de outras Bolsas, como Seul (4,2%), Hong Kong (3,5%) e Xangai (3,2%).

A turbulência ocorre após o fracasso em uma tentativa de acordo entre a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) e a Rússia para resgatar o mercado de petróleo diante da crise causada pelo novo coronavírus (COVID-19). 

Na sexta-feira, o país europeu não aceitou reduzir sua produção para equilibrar o mercado durante o corte da demanda por petróleo. A propagação da doença gerou uma tendência de desacelaração da economia global, o que afeta as negociações do óleo. 

Em retaliação à postura russa, a Arábia Saudita reagiu neste domingo com um “guerra de preços”. Para pressionar Moscou, o reino árabe reduziu seus preços oficiais de venda em abril para valores entre US$ 6 e US$ 8. 

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