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    Primeira parte de leilão de transmissão vende todos os lotes a cinco empresas

    Taesa, Consórcio Verde, Neoenergia, ISA Cteep e Sterlit venceram disputas; governo projeta investimento de R$ 15,3 bi com construção de 5.425 quilômetros de linhas de energia

    Linhas de transmissão previstas no leilão contemplarão 13 estados
    Linhas de transmissão previstas no leilão contemplarão 13 estados Juan Medina/Reuters

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    A primeira parte do maior leilão de transmissão de energia desde 2019 terminou na manhã desta quinta-feira (30), com todos os lotes arrematados por cinco empresas: Taesa, Consórcio Verde, Neoenergia, ISA Cteep e Sterlit.

    O certame ocorre na sede da B3, em São Paulo, com 13 lotes, e continuará na parte da tarde. Os deságios que chegaram a 50,33%.

    Ao todo, os lotes representam 5.425 quilômetros de linhas de transmissão e 6.180 megavolt-ampéres (MVA) em capacidade de transformação de subestações. Os vencedores serão responsáveis pela construção das linhas, que deve demorar entre 42 e 60 meses, e posterior manutenção.

    A expectativa inicial do governo é que o leilão representasse R$ 15,3 bilhões em investimentos, com projeção de geração de 31.697 empregos diretos no período de construção.

    As linhas de transmissão contemplarão os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

    Na primeira parte, iniciada às 10h, foram negociados os lotes 1, 2, 3, 9, 10 e 11. Os lances tiveram que respeitar um valor máximo de Receita Anual Permitida (RAP), com o ganhador oferecendo o menor valor.

    O primeiro lote, que engloba 13 instalações nos estados de Minas Gerais e São Paulo, foi arrematado pelo Consórcio Verde, com RAP no valor de R$ 283,3 milhões e com deságio de 47,34%.

    Já o segundo lote, com seis instalações em Minas Gerais e São Paulo, teve como vencedora a Neoenergia, com lance no valor de R$ 360 milhões e deságio de 50,33%.

    A Isa Cteep arrematou o lote 3, composto por nove instalações em Minas Gerais e Espírito Santo, com um lance de RAP no valor de R$ 285,73 milhões e deságio de 46,75%.

    O nono lote foi arrematado pela Sterlite, com valor de receita anual de R$ 87,6 milhões e deságio de 32,96%. Ele possui cinco instalações localizadas no Mato Grosso e no Pará.

    A Taesa arrematou o lote número dez, formado por duas instalações em Santa Catarina, com um lance no valor de R$ 18,78 milhões e deságio de 47,96%.

    O décimo primeiro lote foi arrematado pela Neonergia, com lance de R$ 38,2 milhões e deságio de 45,74%. Ele é composto por quatro instalações no Mato Grosso do Sul.

    Por volta das 13h55, serão ofertados os lotes 4, 5, 6, 7, 8, 12 e 13.

    Investimento

    A maior parte do investimento previsto está concentrada nos três primeiros lotes. Dos R$ 15,3 bilhões projetados, R$ 12,27 bilhões serão para transmissão de grande porte, capaz de escoar energia renovável fotovoltaica.

    “Os investimentos em um robusto sistema de transmissão permitirão novos investimentos na geração de energia, principalmente na região Norte de Minas Gerais, que possui baixo índice de desenvolvimento humano (IDH), trazendo mais empregos e oportunidades”, segundo o governo federal.

    O intuito dos investimentos também é melhorar as condições de atendimento no Acre e no Amazonas, em especial a integração da região de Humaitá (AM), que atualmente é isolado do Sistema Interligado Nacional (SIN).

    Os lotes 8 a 12 pertencem às áreas já licitadas anteriormente, mas que não tiveram os projetos implantados e têm caducidade dos contratos já declarada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Eles têm investimento estimado em R$ 2,19 bilhões.

    O projeto também inclui uma rede de transmissão na região de Novo Progresso (PA) e no Amapá. A rede de transmissão no Pará deve trazer investimento para outros setores de infraestrutura, como a mineração, segundo o comunicado do governo.

    Com informações de Fabricio Julião, do CNN Brasil Business

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