Produtos da Nestlé ficarão 2% mais caros, diz CEO

Mark Schneider disse a repórteres que alimentos da empresa ficarão mais caro por causa do aumento de custos da companhia

Foto: Getty Images

Charles Riley,

do CNN Business, em Londres

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A maior empresa de alimentos e bebidas do mundo vai aumentar ainda mais os preços à medida que os custos de commodities e transporte aumentam. A Nestlé, que vende de tudo – de sorvetes a café e cereais –, disse nesta quinta-feira (29) que vai responder aos custos mais altos de insumos aumentando os preços no segundo semestre do ano.

“A inflação esteve praticamente ausente por vários anos e depois subiu de forma muito acentuada. Ela nos atingiu diretamente”, disse o CEO Mark Schneider a repórteres em uma teleconferência.

Schneider disse acreditar que a inflação é transitória. Mas o dono de marcas como Nescafé, Moça e Nescau disse que precisaria aumentar os preços em cerca de 2% para compensar os aumentos de custo de 4%. A Nestlé elevou os preços em 1,3% no primeiro semestre de 2021.

A empresa pode se proteger contra alguns aumentos de custos, como o aumento dos preços do café, disse Schneider, mas não pode evitar o aumento do custo de coisas como transporte, o que pressiona as margens da empresa.

A Nestlé disse que espera uma margem de lucro este ano de 17,5%, um ligeiro rebaixamento que reflete parcialmente “atrasos entre a inflação de custo de insumos e os preços”. Apesar disso, a empresa elevou sua perspectiva de crescimento de vendas em 2021 para entre 5% e 6%.

Empresas de General Electric a Unilever alertaram nas últimas semanas sobre o aumento dos custos de insumos enquanto a economia global se recupera da pandemia do coronavírus. A demanda por alguns produtos aumentou drasticamente à medida que as pessoas retomaram as viagens e voltaram ao escritório, e as cadeias de suprimentos globais continuam esticadas.

Algumas empresas podem se proteger contra a alta dos preços, por exemplo, comprando futuros de commodities ou optando por absorver custos mais altos. Mas outras estão repassando os aumentos de custos aos consumidores, levando a preços mais altos em supermercados, restaurantes e varejistas de mercadorias.

A rival da Nestlé, Unilever, disse na semana passada que estava aumentando os preços em vários mercados e categorias de produtos em resposta aos custos mais altos de insumos. A dona de marcas como Ben & Jerry’s citou o exemplo dos preços do óleo de soja, que subiram 20% no último trimestre e agora estão 80% acima do ano anterior. 

 

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