Reabertura em SP deve começar pelo interior e com uso de máscara obrigatório

O relaxamento da quarentena vai começar a partir do dia 10 de maio pelas cidades do interior mais distantes da capital paulista

Ruas do bairro da Liberdade, em São Paulo, ficam vazias durante quarentena
Ruas do bairro da Liberdade, em São Paulo, ficam vazias durante quarentena Foto: Rovena Rosa - 30.mar.2020/Agência Brasil

Raquel Landimda CNN

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A reabertura da economia em São Paulo deve começar pelo interior e com uso obrigatório de máscaras, apurou a CNN junto a fontes do governo de São Paulo.

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Os critérios estão sendo definidos por um grupo de secretários estaduais e ainda estão em discussão. Mas já existem algumas orientações gerais.

O relaxamento da quarentena vai começar a partir do dia 10 de maio pelas cidades do interior mais distantes da capital paulista, como Araçatuba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Franca, Bauru e outras.

A avaliação é de que essas cidades tem um número reduzido de casos, maior número de leitos e menor ocupação do sistema de saúde. Para a grande São Paulo e seu entorno – Campinas, Santos, Sorocaba, Jundiaí, etc – as restrições devem continuar.

Os cidadãos devem ser obrigados a usar máscaras e o comércio vai voltar a funcionar, com limite de pessoas dentro das lojas e horário controlado. A restrição para o funcionamento de shoppings e entretenimento será mantida.

Restaurantes e bares também devem retomar as atividades, desde que cumprindo protocolos e mantendo o distanciamento entre as pessoas.

Capital e escolas

Para a capital paulista, o relaxamento das restrições só deve começar em junho.

As escolas devem ser uma das últimas instituições a reabrir. A avaliação do governo paulista é que as crianças costumam ficar assintomáticas e tem muito contato com os avós, que são grupo de risco.

O governador João Doria admitiu no Twitter que vai divulgar na quarta-feira um plano para retomar as atividades dos setores produtivos a partir do dia 10 de maio.

Ele acrescentou que vai seguir critérios técnicos como disseminação da epidemia e situação do sistema de saúde. 

“A ciência continuará pautando nossas ações” disse Doria, pedindo que as pessoas continuem em casa até o fim da quarentena no dia 10 de maio.

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