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    Sem acordo, Lira adia votação de projeto que altera o imposto de renda

    Após a decisão, Lira fez um discurso onde reclamou do que chamou de “lobby” de diversos setores da economia que trabalham contra a aprovação da matéria

    Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília

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    Por falta de acordo e após reclamação da maioria dos líderes da Casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Arhur Lira, decidiu adiar a votação do projeto de lei da reforma tributária que pretende alterar as alíquotas do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas.

    O relator disse que acatará sugestões das bancadas e irá protocolar um novo texto ainda nesta quinta. Disse ainda que estará disponível até terça-feira para tirar as dúvidas dos colegas.

    Após a decisão, Lira fez um discurso onde reclamou do que chamou de “lobby” de diversos setores da economia que trabalham contra a aprovação da matéria. O projeto também é criticado por prefeitos e governadores que temem perder em arrecadação.

     

    “O deputado Celso Sabino (relator do projeto) já atendeu todo mundo, mas chega um momento que não há o que avançar, estamos diminuindo o imposto de renda, pessoas que ganham bilhões não pagam imposto no Brasil, é por isso que quem ganha pouco paga muito imposto”, disse Lira.

    Segundo o presidente da Câmara, a votação será feita na próxima terça-feira (17), independente de acordo.

    Lira resolveu adiar a votação após um requerimento para a retirada de pauta do projeto do IR ser colocado em votação e, durante os discursos dos líderes partidários, ficar claro que a matéria não tinha apoio da maioria.

    Líder do Democratas, o deputado Efrain Filho sugeriu que um acordo para votar na terça fosse firmado, o que foi apoiado por outros partidos do Centrão, além do MDB e do PT, maiores bancadas da Casa.

    “Esse tema foi dividido em fases pela complexidade que o assunto traz. Mexer em tributos e em regalias sempre é um assunto complexo, o Brasil todo quer reforma tributária, mas quando chega, a reforma boa é a do vizinho. Eu queria dizer que eu tenho 48 prefeitos no meu estado e eu não colocaria essa matéria para votar se tivesse a menor chance de município perder em arrecadação. Eu tenho que acreditar nos números oficiais que o governo do Brasil entrega para fazermos um relatório que garanta a estados e municípios perderem em arrecadação. Não vai ser chegar a uma conta favorável quando não se tem vontade em aprovar”, completou Lira.

    *Com Estadão Conteúdo

    Plenário da Câmara dos Deputados
    Plenário da Câmara dos Deputados
    Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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