Senadores dos EUA questionam Apple e Google por domínio em lojas de aplicativos

Congressistas afirmam que companhias abusam de seus poderes às custas de competidores menores

Aplicativos disponíveis em tela de smartphone
Aplicativos disponíveis em tela de smartphone Foto: Rami Al-zayat/Unsplash

Diane Bartz, Stephen Nellis e Paresh Dave, da

Reuters

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Um painel de senadores norte-americanos questionou executivos da Apple e do Google nesta quarta-feira sobre a dominância de suas lojas de aplicativos e se as companhias abusam de seus poderes às custas de competidores menores.

Amy Klobuchar, principal senadora democrata em questões antitruste, disse que Apple e Google podem usar seus poderes para “excluir ou suprimir aplicativos que estejam competindo com seus próprios produtos” e “cobrar taxas excessivas que afetam a competição no setor de lojas de aplicativos”.

A audiência acontece um dia após a Apple dizer que começaria a vender AirTags – que podem ser aplicados em itens como chaves de carros para ajudar usuários a encontrá-los casos sejam perdido – em competição direta com a Tile, que vende um dispositivo de rastreamento semelhante há mais de uma década.

Antes da audiência, Klobuchar disse à Reuters que o anúncio é o tipo de conduta que o painel planejava discutir.

A Apple diz que seus AirTags são uma consequência de seu aplicativo “FindMy”, usado para localizar dispositivos da Apple perdidos e compartilhar localizações dos usuários.

No mês passado, a Apple abriu seu sistema operacional para outros serviços rastreadores de itens e disse que a Chipolo, startup que compete tanto com a Tile quanto com os novos AirTags da Apple, está utilizando o sistema.

O diretor de compliance da Apple, Kyle Andeer, testemunhou na audiência assim como Kirsten Daru, conselheira geral da Tile.

Daru disse que o programa FindMy da Apple é instalado como parte padrão do sistema operacional de todos os telefones da Apple, e não pode ser deletado.

“A Apple mais uma vez explorou seu poder e dominância de mercado para condicionar o acesso dos nossos consumidores a dados e efetivamente romper a experiência dos nossos usuários, direcionando-os ao FindMy”, disse.

Outros na lista de testemunhas incluem o diretor sênior de Assuntos Governamentai do Google, Wilson White, o diretor jurídico do Spotify, Horacio Gutierrez, e o diretor jurídico do Match, Jared Sine.

Desenvolvedores de aplicativos como o Spotify e o serviço de encontros Match, dono do Tinder, há muito reclamam que o compartilhamento obrigatório de receita e as regras rígidas de inclusão definidas pela App Store da Apple para iPhones e iPads, além das exigências da Google Play para dispositivos Android, são um comportamento anti-competitivo.

Sine, da Match, disse que Google e Apple oneram 30% de qualquer transação digital, elevando preços para consumidores. A Match paga cerca de 500 milhões de dólares em taxas à loja de aplicativos anualmente, a maior despesa única da empresa.

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