Setor bancário reclama de regras de Basileia para atuação com criptomoedas

Segundo regras, bancos deveriam ter capital suficiente para pelo menos igualar suas exposições para ativos mais arriscados, como o bitcoin

Envolvimento maior dos bancos ajudaria blockchain, diz entidade
Envolvimento maior dos bancos ajudaria blockchain, diz entidade REUTERS/Dado Ruvic

Huw Jonesda Reuters

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Um conjunto de regras de capital propostas para bancos que detêm criptomoedas pode impedir instituições financeiras de competirem no setor, afirmou um grupo da indústria bancária, que defendeu rapidez na finalização do regulamento.

O Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, que reúne reguladores dos principais centros financeiros do mundo, propôs em junho uma abordagem gradual sobre os requerimentos de capital para criptomoedas detidas por bancos.

Para os ativos mais arriscados como bitcoin, os bancos deveriam ter capital suficiente para pelo menos igualar suas exposições de modo a serem capazes de absorver um impacto completo de uma baixa contábil.

O grupo da indústria bancária afirmou em carta ao Comitê que há certamente necessidade de regulação “no curto a médio prazos” dado o ritmo da evolução e demanda de clientes por criptomoedas.

O público e reguladores vão se beneficiar do envolvimento dos bancos em criptomoedas porque eles têm longa experiência em identificar, monitorar e gerenciar riscos, argumentou o grupo, alegando que as propostas do comitê tornam o envolvimento dos bancos no mercado de criptomoedas proibitivamente custoso.

“Em contraste a estes benefícios, o aparato prudencial vislumbrado vai criar impedimentos materiais para a participação dos bancos nos mercados de criptomoedas”, afirma o documento.

O envolvimento maior dos bancos ajudaria a tornar a tecnologia blockchain, fundamental para o funcionamento das criptomoedas, mais amplamente disponível além de trazer “benefícios tangíveis para a economia real”, afirma a entidade.

O grupo é formado por nove entidades, que incluem as associações de derivativos ISDA e FIA, além do Instituto Internacional de Finanças, da europeia AFME e da Câmara de Comércio Digital.

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