Setor de serviços cresce 1,7% em junho, patamar mais elevado em cinco anos

Em relação a fevereiro do ano passado, se encontra 2,4% acima, o que significa que o setor tem ampliado o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia

Setor de serviços teve recorde de expansão em julho
Setor de serviços teve recorde de expansão em julho Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

Ligia Tuon, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O setor de serviços cresceu 1,7% de maio para junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12), atingindo o patamar mais elevado desde maio de 2016. os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Nos últimos três meses, o setor acumula ganho de 4,4%. Já em relação a fevereiro do ano passado, se encontra 2,4% acima, o que significa que o setor tem ampliado o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia.

 

Em relação a junho de 2020, o avanço do setor é maior, chegando a alta de 21,1%, quarta taxa positiva consecutiva. E, no acumulado do ano, o setor cresceu 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O instituto ressalta que, mesmo com o avanço, o setor ainda está 9,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

Comportamento do setor de serviços até junho de 2021
Comportamento do setor de serviços até junho de 2021
Foto: IBGE / divulgação

 

Atividades

Todas as cinco atividades investigadas pelo IBGE tiveram alta em junho, com destaque para os serviços de informação e comunicação (2,5%), que alcançou o ponto mais alto de sua série.

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,7%) e serviços prestados às famílias (8,1%) também se sobressaíram no período.

Na sequência, vêm os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,4%) e os outros serviços (2,3%).

Por estado, 23 de 27 registraram crescimento no volume de serviços em junho ante maio. Rio de Janeiro foi o maior destaque, com alta de 5,4%, seguido por São Paulo (0,5%), Minas Gerais (2,4%), Rio Grande do Sul (3,4%), Pernambuco (5,4%), Santa Catarina (3,1%) e Distrito Federal (3,3%).

Do lado das baixas, vêm Mato Grosso (-5,0%), Bahia (-0,8%) e Tocantins (-1,8%). Alagoas (0,0%) ficou estável.

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