Sob crise hídrica, governo do RJ cria comitê com relatórios semanais

Secretários do Meio Ambiente e Casa Civil foram convocados pelo governador Cláudio Castro

Arquivo/Agência Brasil

Pedro DuranAmábyle Sandrida CNN

no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criou um comitê de crise para planejar ações em curto, médio e longo prazo na tentativa de evitar que o estado seja afetado por problemas de abastecimento de energia.

A informação foi revelada pela CNN e confirmada pelo próprio governador em evento na Procuradoria-Geral do Estado.

O grupo tem a participação dos secretários estaduais de Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha, e Casa Civil, Nicola Miccione, além do presidente da Cedae, Leonardo Soares. A primeira reunião foi para diagnóstico da situação do estado, que na avaliação do grupo ainda não é crítica.

O governador deve fazer um anúncio oficial no início da semana que vem sobre o resultado das primeiras análises e a dinâmica de funcionamento. Inicialmente eles fornecerão à cúpula do governo atualizações semanais sobre a situação e se reunirão com a mesma frequência, se a instabilidade permanecer.

Questionado sobre a chance de um apagão no estado, Castro disse que tem de acreditar no governo federal. “A gente por enquanto tá trabalhando com as informações do governo federal. Eles dizem que não, a gente como não trabalha com os dados todos os dias, tem que acreditar”, disse à CNN.

Aposta em novas termelétricas

O Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, é apontado por Cláudio Castro como a grande aposta do governo do estado em termos de contribuição energética para o país. Isso porque o complexo de infraestrutura abriga o projeto de duas usinas geradoras de energia.

A GNA1, que entrou em operação na semana passada, é a segunda maior usina termelétrica brasileira. Movida a gás natural, ela tem capacidade de produzir 1.338 megawatts, suficientes para atender 4 milhões de pessoas.

A produção de energia é o dobro do que passa pela subestação de Rocha Sobrinho, em Rio das Ostras, região dos Lagos. A unidade, que pertence à Furnas, teve uma falha de transmissão no último sábado (18/9), deixando 75 cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais no escuro por mais de uma hora. A interrupção foi de 696 megawatts.

A energia produzida no norte do estado será injetada no sistema da região sudeste – uma das mais impactadas pela estiagem nos reservatórios. “O Porto do Açu é um local que dá pra sair muita energia dali, não tenho dúvida de que pode ser a grande contribuição do Rio de Janeiro pra crise energética”, afirmou Castro à CNN.

Mais Recentes da CNN