Tesouro: média mensal de emissões subiu de R$ 50 bi para R$ 145 bi na pandemia

O secretário lembrou que o nível de endividamento e a curva de juros brasileira são mais altos que os de outros países emergentes

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real,Cédulas do real
Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real,Cédulas do real Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Eduardo Rodrigues, do Estadão Conteúdo

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O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, disse nessa sexta-feira (23) que as emissões de títulos saltaram de uma média de R$ 50 bilhões por mês passaram para R$ 145 bilhões nos últimos meses.

Ele lembrou o nível de endividamento e a curva de juros brasileira são mais altos que os de outros países emergentes. “Quando o país tem uma dívida muito grande e cara, ela acaba drenando recursos do setor privado, tira recursos do investimento e prejudica o crescimento econômico. Endereçar a questão do endividamento é reverter esse processo, tirar o Estado da drenagem de recursos do setor privado e abrir espaço para investimentos”, afirmou, em videoconferência promovida pelo Jota.

 

Bittencourt apontou que o teto de gastos já provocou uma forte redução nas despesas discricionárias nos últimos anos, embora as despesas obrigatórias continuem em alta.

O secretário reforçou que apenas os gastos extraordinários para o combate da pandemia de covid-19 seguem fora do teto. “A consolidação fiscal vale a pena, ela reduz os juros. O nosso objetivo é fortalecer o fiscal, para termos um custo de dívida e um endividamento menor”, repetiu.

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