Toshiba muda presidente em meio à reformulação

Em processo de divisão em duas empresas, conglomerado japonês substitui Satoshi Tsunakawa por Taro Shimada, atual vice-presidente sênior

Logo do conglomerado Toshiba em Tóquio, no Japão
Logo do conglomerado Toshiba em Tóquio, no Japão REUTERS/Toru Hanai

Redação, O Estado de S.Paulo, do Estadão Conteúdo

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O conglomerado japonês Toshiba, que está em meio a um processo de divisão em duas empresas, anunciou na última terça (1) a saída de seu presidente-executivo, Satoshi Tsunakawa.

O grupo atravessa dificuldades financeiras há alguns anos. Taro Shimada, atual vice-presidente sênior, assumirá o comando da corporação.

No mês passado, Tsunakawa havia dito que a separação da Toshiba em duas unidades, com a venda de alguns ativos considerados não essenciais, seria a melhor saída para a companhia no longo prazo.

Mas as disputas em relação a essa divisão, travadas entre a administração e um grupo de acionistas estrangeiros, foram o principal motivo para a saída do executivo do cargo.

O anúncio vem semanas após a administração da Toshiba propor a divisão em duas entidades em vez de três – como tinha inicialmente previsto -, numa oferta para “racionalizar a gestão” e tentar agradar aos acionistas. O plano era ter uma unidade responsável pela infraestrutura e outra a cargo dos aparelhos eletrônicos.

Queda de braços

Investidores estrangeiros controlam cerca de metade das ações da Toshiba e pressionam o conselho de administração para reformular a estrutura do conglomerado e melhorar a eficiência do seu modelo empresarial.

A empresa japonesa, com quase 150 anos de história, realizará uma reunião extraordinária de acionistas no próximo dia 24 para votar os seus planos de reestruturação.

Shimada, o novo CEO, está na Toshiba desde 2018. Ele é egresso da alemã Siemens, empresa na qual ocupou postos no Japão e nos Estados Unidos. Ele disse estar orgulhoso por ser o primeiro CEO da multinacional japonesa com experiência em tecnologia digital.

Ao ser perguntado sobre como pensa em obter o apoio dos acionistas para o plano de reestruturação, afirmou que, quando trabalhou nos EUA, aprendeu a importância de ver os outros como iguais, citando a expressão “colocar-se nos sapatos do outro”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo com agências internacionais.

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