Um em cada quatro britânicos pula refeições por alta de preços, mostra pesquisa

Preocupação com a inflação está no nível mais alto em 30 anos, informou a empresa de pesquisas Ipsos

Dados da próxima quarta-feira devem mostrar que a inflação dos preços ao consumidor atingiu 9,1% em abril, segundo economistas consultados pela Reuters
Dados da próxima quarta-feira devem mostrar que a inflação dos preços ao consumidor atingiu 9,1% em abril, segundo economistas consultados pela Reuters 24/12/2021 REUTERS/Kevin Coombs/

da Reuters

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A pressão do custo de vida no Reino Unido fez duas em cada três pessoas desligar o aquecimento, quase metade dirigir menos ou trocar de supermercado e pouco mais de um quarto diz que está pulando refeições, mostrou uma pesquisa.

Entre as pessoas de baixa renda, uma em cada três afirma ter ficado sem refeições recentemente por causa do aumento da inflação, informou a empresa de pesquisas Ipsos nesta terça-feira (17).

A preocupação com a inflação está no nível mais alto em 30 anos e a maioria dos britânicos prevê aumentos nos custos de itens essenciais nos próximos seis meses, de acordo com a pesquisa.

“Dadas as previsões econômicas, pode haver mais ansiedade no horizonte”, disse Gideon Skinner, chefe de pesquisa política da Ipsos.

“Isso vai manter a pressão sobre o governo para tomar mais medidas para ajudar as pessoas a enfrentar a crise do custo de vida.”

Dados da próxima quarta-feira devem mostrar que a inflação dos preços ao consumidor atingiu 9,1% em abril, segundo economistas consultados pela Reuters, e o Banco da Inglaterra acredita que pode ultrapassar 10% mais à frente este ano.

O ministro das Finanças, Rishi Sunak, resiste à pressão para fazer mais agora para enfrentar a crise de muitas famílias.

Ele diz que quer ver a extensão do próximo aumento nas tarifas de energia doméstica no outono antes de decidir sobre mais apoio.

Uma pesquisa separada da YouGov mostrou que 72% dos entrevistados achavam que o governo do primeiro-ministro Boris Johnson estava lidando mal com a economia, quase o dobro da proporção de um ano atrás.

A Ipsos entrevistou 2.061 pessoas em 11 e 12 de maio, enquanto a YouGov entrevistou 1.810 pessoas de 14 a 16 de maio.

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