Alibaba amarga prejuízo apesar da alta das vendas. Motivo: a multa de US$ 2,8 bi

O varejista online teve prejuízo de cerca de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, principalmente devido à multa de US$ 2,8 bilhões imposta por Pequim

Fachada de prédio da Alibaba, maior provedora de nuvem de dados da Ásia (18.nov.2019)
Fachada de prédio da Alibaba, maior provedora de nuvem de dados da Ásia (18.nov.2019) Foto: Aly Song/Reuters

Laura He e Paul R. La Monica, do CNN Business

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O varejista online Alibaba registrou prejuízo de cerca de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, principalmente devido à multa de US$ 2,8 bilhões imposta por Pequim no início deste ano. Excluindo a penalidade, o lucro líquido cresceu 18%, para US$ 4 bilhões.

A receita cresceu 64% em relação ao ano anterior para US$ 28,6 bilhões, superando as previsões dos analistas. Isso é sinal de que a economia chinesa está se recuperando, após o recuo pela Covid-19 no ano passado.

O Alibaba também disse que espera que a receita para o próximo ano fiscal cresça cerca de 30% em relação ao ano fiscal de 2021.

Ainda assim, as ações do Alibaba caíram cerca de 3% no início do pregão de quinta-feira. Isso porque a receita em seu negócio de nuvem cresceu em um ritmo mais lento do que nos últimos trimestres.

Co-fundada pelo lendário empresário Jack Ma, o Alibaba é uma das empresas privadas mais proeminentes e bem-sucedidas da China. Mas as ações da empresa têm enfrentado dificuldades desde que Pequim começou a vigilância sobre os campeões de tecnologia do país no ano passado.

O presidente chinês, Xi Jinping, descreveu a repressão regulatória no setor de internet como uma das prioridades do país para 2021 e tem como objetivo “manter a estabilidade social”.

O Alibaba tem sido um alvo particularmente notável. A multa foi estabelecida depois que os reguladores antitruste concluíram que a gigante das compras online se comportava como um monopólio.

No entanto, parece que o ambiente regulatório mais rígido não teve grande impacto nos principais negócios do Alibaba.

A empresa disse na quinta-feira (13) que encerrou o trimestre com 925 milhões de usuários ativos móveis, um aumento de 23 milhões em relação ao final de dezembro.

“Nosso negócio geral apresentou forte crescimento em uma base saudável”, disse o presidente do Alibaba, Daniel Zhang, em um comunicado. “Continuamos muito entusiasmados com o crescimento da economia de consumo da China, que está se beneficiando da aceleração da digitalização em todos os aspectos da vida e do trabalho”, acrescentou.

No entanto, a receita proveniente de serviços de nuvem (cloud) aumentou “só” 37% em relação ao ano anterior, uma taxa de crescimento impressionante, mas uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores.

O Alibaba disse em seu relatório de resultados que isso se deveu a uma queda nas vendas para um cliente importante com uma grande presença fora da China, que decidiu parar de usar seus serviços. O Alibaba não revelou o nome do cliente.

O negócio de nuvem global é incrivelmente competitivo. O Alibaba não tem apenas que enfrentar o rival chinês Tencent, mas também a Amazon, a Microsoft e a Alphabet, dona do Google.

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