Volume de fretes rodoviários dispara 67,5% no 1° semestre levado por agronegócio

Setor foi responsável por 37% de todas as cargas registradas na plataforma FreteBras

Levantamento da FreteBras considerou 3,44 milhões de fretes
Levantamento da FreteBras considerou 3,44 milhões de fretes Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Gabriel Araujo,

da Reuters

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O volume de fretes rodoviários no Brasil avançou 67,5% no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente pelo agronegócio, disse a plataforma online de cargas FreteBras em relatório divulgado nesta quinta-feira (19).

O levantamento tem como base a análise de 3,44 milhões de fretes realizados nos seis primeiros meses do ano, segundo a FreteBras. Os dados mostraram que o agronegócio foi responsável por 37% de todas as cargas registrados na plataforma no período.

“À medida que a vacinação ganhou força, a economia começou a responder”, afirmou em nota o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

“No primeiro semestre, a FreteBras distribuiu cerca de R$ 28 bilhões em fretes e considerando apenas o segundo trimestre, tivemos um volume de fretes 83% maior que no mesmo período de 2020”, detalhou.

Considerando apenas o agronegócio brasileiro, o primeiro semestre registrou movimentação de R$ 10,8 bilhões, puxado pelos desempenhos de Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, que têm entre 14% e 15% de participação cada.

Na comparação entre o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2020, destacou a FreteBras, os fretes do agronegócio aumentaram 65%. Os fertilizantes foram os produtos mais transportados, com participação de 29%, seguidos por soja (13%) e milho (10%).

Na sequência da divisão por segmentos aparecem os produtos industrializados, que originaram 27% dos fretes anunciados na FreteBras no primeiro semestre de 2021. Os carregamentos de insumos para construção fecham o pódio do período, com fatia de 12% nas operações da companhia.

Regiões e projeções

Os estados com o maior volume de fretes em relação ao total no semestre foram São Paulo (21,5%), Minas Gerais (15,7%) e Paraná (13,2%), mas outros locais tiveram aumentos expressivos na esteira do avanço do agronegócio, de acordo com a plataforma.

Tocantins, por exemplo, viu os fretes originados no estado saltarem 170% após um crescimento de 6% em sua área de plantio, enquanto no Piauí o volume de fretes disparou 145% diante de um aumento de 10,4% na produção local de grãos, disse a empresa.

A FreteBras também destacou um salto de 132% no volume de fretes de Sergipe, ligado diretamente ao início das operações da nova fábrica de fertilizantes nitrogenados da Unigel no estado. A planta, arrendada junto à Petrobras, começou a operar em maio.

Para o futuro, segundo Hacad, a tendência é que o volume de fretes volte a aumentar no segundo semestre do ano, amparado pela expectativa de crescimento de 5% a 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

“A retomada da economia significa mais cargas nas estradas. Esperamos alcançar a marca de 10 milhões de anúncios publicados e R$ 80 bilhões em fretes negociados por meio da nossa plataforma até o final do ano”, disse ele.

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