Weber pede que Executivo e Legislativo expliquem aprovação da PEC dos precatórios

Decisão se deu em uma ação apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil questionando a emenda; prazo para manifestação dos poderes é de cinco dias

A ministra do STF Rosa Weber
A ministra do STF Rosa Weber Foto: Nelson Jr. - 09.set.2020 / SCO - STF

Gabriel Hirabahasida CNN

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A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Câmara dos Deputados, o Senado e a Presidência da República se manifestem sobre a aprovação da PEC dos precatórios em até cinco dias.

A  decisão se deu em uma ação apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil questionando a emenda constitucional aprovada no Congresso alterando o regime de pagamento de precatórios (dívidas após condenações judiciais) no país.

O despacho, que é de praxe, foi assinado no dia 15 de fevereiro e publicado no STF nesta segunda-feira (21). O prazo para manifestação começa a contar a partir da notificação de cada uma das partes, o que ainda não ocorreu, de acordo com o sistema do STF.

Depois das informações da Presidência, da Câmara e do Senado, a ministra determinou que o caso seja enviado à Advocacia Geral da União e à Procuradoria Geral da República, que terão três dias para se manifestar.

“Requisitem-se informações à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal e ao Presidente da República, a serem prestadas no prazo de cinco dias. Após, dê-se vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador Geral da República, sucessivamente, no prazo de três dias”, determinou.

A OAB apresentou uma ação no STF questionando a constitucionalidade da PEC dos precatórios.Segundo a OAB, a emenda “viola direitos e garantias fundamentais à conformação do Princípio da Separação dos Poderes e ao próprio Estado Democrático de Direito”.

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