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    123milhas precisará apresentar estimativa de clientes prejudicados por promoção

    Ministério da Justiça afirma que representantes da empresa não apresentaram dados; empresa segue em operação, mas não pode mais vender pacotes Promo

    Wadih Damous, secretário nacional do Consumidor, quer estimativa de clientes da 123milhas que foram prejudicados
    Wadih Damous, secretário nacional do Consumidor, quer estimativa de clientes da 123milhas que foram prejudicados Reprodução/CNN

    Taísa Medeirosda CNN

    Brasília

    A 123milhas precisará apresentar ao Ministério da Justiça (MJ) dados sobre o número de clientes prejudicados pela crise nas vendas de passagens promocionais.

    Essa foi a determinação dada após reunião dos sócios da empresa com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça (MJ). A reunião durou cerca de uma hora e meia, e os representantes da empresa não falaram com a imprensa.

    VÍDEO – 123milhas: Justiça de MG aceita pedido de recuperação judicial

    O secretário da Senacon, Wadih Damous, disse que a 123milhas será convocada para outra reunião no próximo dia 14, para apresentar dados mais precisos sobre os consumidores prejudicados.

    “Queremos saber quantas pessoas estão nessa situação, quantas vão entrar nessa negociação. Eu quero uma apresentação formal”, afirmou. Segundo ele, a 123milhas não trouxe estimativas a respeito do tema.

    Segundo a Senacon, o intuito da conversa foi reduzir os danos aos consumidores da agência de viagens e compreender o modelo de negócio da empresa.

    No último dia 29, a 123milhas entrou com um pedido de recuperação judicial. Porém, isso não isenta o ressarcimento de clientes que adquiriram pacotes flexíveis na modalidade Promo. “As pessoas não têm a data de suas viagens. Tem contrato comercializado até 2026. Passagem de avião, hotel, aluguel de carro”, explicou o secretário.

    A expectativa é que, no dia 14, a empresa apresente um plano para indenizar os clientes prejudicados. Conforme Damous, houve compromisso da 123milhas em cumprir tal pedido. A empresa segue operando os demais produtos e argumentaram que precisam seguir comercializando-os. Caso contrário, haverá falência.

    “Se eles quebrarem e a empresa for à falência, aí perde todo mundo. Perdem eles, perdem os consumidores. Eles enfatizaram muito essa questão”, relatou Damous.

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