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    Adesão a programa de crédito tributário consumiu 30% dos recursos previstos para carros, informa ministério

    Montadoras previram 31 modelos com descontos nesse primeiro momento

    Montadoras ficam obrigadas a conceder descontos nos preços ao consumidor final com crédito tributário
    Montadoras ficam obrigadas a conceder descontos nos preços ao consumidor final com crédito tributário Reuters/Paulo Whitaker

    Por Fernando Cardoso, da Reuters

    Nove montadoras de carros aderiram ao programa de estímulo à indústria automobilística anunciado pelo governo federal na semana passada, com 30% do valor disponível para a concessão de créditos tributários na produção de carros já reservados, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em comunicado nesta quarta-feira (14).

    De acordo com o ministério, nove montadoras (Renault, Volkswagen, Toyota, Hyundai, Nissan, Honda, General Motors, Fiat e Peugeot) solicitaram R$ 10 milhões cada, dentro dos R$ 500 milhões disponibilizados no programa para carros populares, com seis delas tendo pedido R$ 10 milhões cada em crédito adicional.

    Dessa forma, R$ 150 milhões, ou 30% do valor previsto para carros no programa foi solicitado pelas montadoras, que em troca ficam obrigadas a conceder descontos nos preços ao consumidor final. As montadoras previram 31 modelos com descontos nesse primeiro momento.

    O ministério também disse que houve pedidos de crédito para montadoras de ônibus e caminhões.

    Para ônibus, foram solicitados R$ 90 milhões, 30% dos R$ 300 milhões disponíveis, entre nove montadoras, enquanto para caminhões, os pedidos totalizaram R$ 100 milhões, 14% dos R$ 700 milhões possíveis, por meio de dez montadoras.

    O programa concede descontos de até R$ 8 mil nos preços dos carros e de até R$ 99,4 mil para caminhões e ônibus, e está sendo financiado com a antecipação parcial da reoneração do diesel, a partir de aumento de 11 centavos por litro da tributação do combustível.

    Estabelecido em medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 5 de junho, o programa acabará quando os recursos — R$ 1,5 bilhão no total — se esgotarem.