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    Argentina anuncia pagamento de parte da dívida com FMI em yuan e com empréstimo de banco de desenvolvimento

    Valor da parcela de julho é de US$ 2,7 bilhões

    Argentina tem uma dívida de cerca de US$ 45 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
    Argentina tem uma dívida de cerca de US$ 45 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). REUTERS/Agustin Marcarian/Ilustração

    André Marinho, do Estadão Conteúdo

    O ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, informou, nesta segunda-feira (31), que o país efetuará o pagamento da parcela ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que vence hoje sem usar as escassas reservas nacionais de dólares.

    O governo argentino precisa pagar cerca de US$ 2,7 bilhões (R$ 12,8 bilhões) agora no final de julho como parte de uma reestruturação do passivo que mantém com o Fundo.

    Em pronunciamento nesta manhã, Massa explicou que o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, na sigla em espanhol) acertou um empréstimo de US$ 1 bilhão (R$ 4,74 bilhões) à Argentina, com o aval de 20 das 21 nações que compõem a instituição.

    O restante será pago com yuans liberados por meio de uma operação de swap cambial com o Banco do Povo da China (PBoC), segundo o ministro.

    “Desta maneira, protegemos as reservas no ano em que os problemas que representam a herança da dívida com o FMI se somaram a pior seca da história, que nos custou mais de US$ 20 bilhões (R$ 94,8 bilhões) de exportações para este ano, e mais de US$ 5 bilhões (R$ 23,7 bilhões) em ingresso para o setor público nacional como consequência dos impostos dessas exportações”, disse Massa, que é o pré-candidato governista às eleições presidenciais deste ano.

    Na última sexta-feira (28), Buenos Aires firmou com a equipe técnica do FMI um acordo que busca flexibilizar as metas econômicas no âmbito do programa de reestruturação de uma dívida de cerca de US$ 45 bilhões (R$ 213,3 bilhões). Com o pacto, o país poderá desembolsar até US$ 7,5 bilhões (R$ 35 bilhões) nos próximos meses.

    Entenda a crise econômica na Argentina