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    CCJ da Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária de igrejas

    Na prática, ampliação permite que isenção seja estendida para tributações indiretas; comissão especial ainda irá analisar o texto antes de a proposta seguir para o plenário

    De autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal e ex-prefeito do Rio de Janeiro
    De autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal e ex-prefeito do Rio de Janeiro Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo (14.jan.2020)

    Mayara da Pazda CNN

    Brasília

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária de igrejas, partidos, sindicatos e instituições de educação e de assistência fiscal sem fins lucrativos.

    Na CCJ, os deputados trataram apenas da admissibilidade da proposta, ou seja, se o texto atende os requisitos legais e regimentais, sem analisar o mérito.

    A proposta agora seguirá para análise de uma comissão especial, que ainda será formada para discutir o conteúdo da PEC. Se aprovada, segue para o plenário.

    Por se tratar de uma PEC, a matéria precisa de pelo menos 308 votos de deputados em duas votações. Na sequência, se aprovado, o texto segue para o Senado, onde também precisa passar por duas votações e receber 49 votos favoráveis.

    O que diz o texto

    De autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal e ex-prefeito do Rio de Janeiro, a PEC amplia a imunidade para a aquisição de bens e serviços “necessários à formação” do patrimônio, geração e prestação de serviço.

    Atualmente, a Constituição estabelece que a isenção vale somente para o de patrimônio, a renda e os serviços “relacionados com as finalidades essenciais” de igrejas ou partidos.

    Na prática, a ampliação permite que o benefício seja estendido para tributações indiretas.

    De acordo com a súmula 724 do Supremo Tribunal Federal (STF), “ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais das organizações”.

    Críticos ao texto dizem que a implementação do novo modelo pode impactar diretamente na arrecadação dos estados.

    Segundo a relatora da proposta e ex-ministra do Turismo do governo Lula, Daniela do Waguinho (União-RJ), o texto “está em plena consonância com os preceitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal, além de aprimorar e ampliar as salvaguardas conferidas a essas atividades, sem violar os princípios constitucionais”.

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