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    Cenário internacional não deve interferir em corte de juros no Brasil, diz diretor do BC

    Gabriel Galípolo citou conflito entre Hamas e Israel, mas em sua avaliação, existe uma conjuntura doméstica benigna que permite manter a posição da autoridade monetária

    Diogo Zacarias/MF

    Cristiane Nobertoda CNN

    em Brasília

    O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o cenário internacional “mais desafiador” não deve interferir no ciclo de corte de juros no Brasil.

    O economista citou o conflito entre o Hamas e Israel, mas na avaliação dele, existe uma conjuntura doméstica benigna que permite manter a posição da autoridade monetária.

    “A gente tem um cenário mais desafiador do ponto de vista internacional ao longo deste segundo semestre, com desafios novos que vão surgindo, como o conflito que surgiu ao longo deste final de semana, que têm uma série de impactos em preços internacionais, então temos um cenário mais desafiador do ponto de vista internacional, mas que é compensado por um cenário mais benigno do ponto de vista doméstico”, afirmou durante uma reunião do Conselho Empresarial de Economia da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ocorrida nesta segunda-feira (9).

    O diretor do BC destacou que a autoridade monetária pretende continuar com os cortes nos juros em 0,5%, como sinalizado na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

    Galípolo reforçou que o BC iniciou o ciclo de cortes de juros porque a “inflação surpreendeu” e que a previsão de crescimento econômico tem aumentado a cada projeção tanto dos economistas do BC, quanto dos analistas de mercado.

    “Tanto os economistas da Focus quanto o BC têm suas projeções de crescimento um pouco inferiores a 3% [ao final de 2023]. Apesar da inflação maior [neste momento], não tem projeção de aumento [além do esperado]”, disse.

    De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9), os analistas do mercado mantiveram as projeções para os dados de Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e Selic em 2023.

    Segundo os dados, as estimativas para o crescimento do PIB ao final deste ano foram mantidas em 2,92% e em 1,5% em 2024. As projeções dos economistas ouvidos pelo BC para a inflação medida pelo IPCA para o final deste ano continuaram em 4,86%.

    Já a mediana das estimativas para o indicador em 2024 teve um aumento para 3,88%, contra 3,87% na semana anterior. Nos anos seguintes, a perspectiva para a inflação ficou inalterada: a 3,5% em 2025 e em 2026.

    Veja também – Haddad vai ao Marrocos para participar de reuniões do FMI e Banco Mundial