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    Confiança da indústria recua em setembro e atinge menor patamar desde 2020, diz FGV

    Indicador recuou 0,4 ponto em setembro, para 91,0 pontos, no terceiro mês de baixa

    Apesar de uma melhora da percepção dos empresários ela ainda é insuficiente para que a confiança melhore no curto prazo
    Apesar de uma melhora da percepção dos empresários ela ainda é insuficiente para que a confiança melhore no curto prazo Michal Jarmoluk/Pixabay

    da Reuters

    A confiança da indústria do Brasil teve uma leve queda em setembro, mas que a deixou no patamar mais baixo desde meados de 2020, em meio a obstáculos como o nível ainda elevado dos juros e o forte endividamento das famílias.

    O Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 0,4 ponto em setembro, para 91,0 pontos, no terceiro mês de baixa e atingindo o pior patamar desde julho de 2020 (89,8).

    “A elevada taxa de juros, forte endividamento nas famílias, alto nível de estoques dada a redução da demanda interna principalmente nos segmentos produtores de bens de consumo vêm limitando o crescimento do setor”, explicou em nota Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre.

    A taxa Selic está atualmente em 12,75%, após dois cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual que se seguiram a meses de juros no nível elevado de 13,75%. Por mais que o Banco Central tenha iniciado um processo de afrouxamento monetário, os custos dos empréstimos seguirão em patamar restritivo –que pesa sobre o crescimento econômico– por algum tempo, avaliam economistas.

    “Apesar de uma melhora da percepção dos empresários com relação à situação atual, influenciada pela demanda externa de setores relacionados à produção de bens intermediários, isso ainda é insuficiente para que a confiança melhore no curto prazo”, avaliou Pacini.

    Neste mês, o Índice Situação Atual (ISA) – que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente da indústria – subiu 1,2 ponto, para 89,7 pontos, mas o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,0 pontos, a 92,4 pontos, pior resultado desde fevereiro (91,4).

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