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    Coordenador do grupo da reforma tributária na Câmara diz que não haverá aumento de impostos

    Afirmação foi feita logo após uma reunião no Ministério da Fazenda com o secretário extraordinário para a reforma tributária, Bernard Appy, na qual o deputado Reginaldo Lopes disse que buscou saber “o que pensa o secretário”

    Reginaldo Lopes também afirmou ser necessário esclarecer pontos com setores que estão preocupados
    Reginaldo Lopes também afirmou ser necessário esclarecer pontos com setores que estão preocupados Câmara dos Deputados / Reprodução

    Rudá MoreiraJoão Rosada CNN

    em Brasília

    O coordenador do grupo para tratar sobre a reforma tributária na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), garantiu, nesta quinta-feira (9), que a unificação de tributos não resultará em aumento na cobrança de impostos.

    “Não terá aumento de carga tributária, pelo contrário. Queremos simplificar e fazer o Brasil aumentar a sua base de consumo, para isso não pode aumentar a carga de tributos indiretos no país.

    A afirmação foi feita logo após uma reunião no Ministério da Fazenda com o secretário extraordinário para a reforma tributária, Bernard Appy, na qual o deputado Reginaldo Lopes disse que buscou saber “o que pensa o secretário”.

    Reginaldo Lopes também afirmou ser necessário esclarecer pontos com setores que estão preocupados. Como, por exemplo, o de serviços. “Você tem setores achando que a unificação desses cinco tributos e a criação do imposto do valor agregado vai aumentar a taxa tributária, mas eles precisam conhecer melhor os números e vão perceber que a cumulatividade faz ele pagar mais do que ele imagina.”

    ]“Nesse momento, precisamos compreender quais setores que nós precisamos negociar. Porque é um colegiado que tem a tarefa de buscar construir uma maior convergência para permitir que a emenda chegue ao plenário e que possa ser aprovada”, explicou Lopes.

    O deputado petista tem atuado como principal articulador do governo no Congresso para a reforma tributária – tida como uma das prioridades da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para este ano.Lopes disse que ainda será marcada uma reunião para tratar do cronograma de atuação do grupo de trabalho, juntamente com o relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

    O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, confirmou, também nesta quinta (9), que o governo federal não apresentará uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária.

    A intenção do governo, conforme Padilha, é tomar como base a PEC que já está na Câmara dos Deputados, fazer ajustes no texto em diálogo com parlamentares, e acelerar a tramitação da reforma no Congresso.

    O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu reforço à bancada petista, em reunião na quarta (8), para a necessidade de uma aprovação rápida da reforma tributária.

    (com informações de Luciana Amaral e Gabriel Hirabahasi, da CNN em Brasília)