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    Desacelerar economia é necessário para reduzir inflação, diz presidente do Fed

    Presidente do banco central dos Estados Unidos destacou que controle da inflação exigirá usar ferramentas "com força"

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business*

    em São Paulo

    O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou nesta sexta-feira (26) que os dados de inflação de julho não são suficientes para indicar um alívio no problema inflacionário dos Estados Unidos.

    Apesar de ver os dados de julho positivamente – o indicador CPI não teve variação ante junho e o PCE trouxe queda de 0,1% – ele destacou que os números estão “aquém do necessário” para trazer uma confiança de que a inflação está caindo.

    Powell participou do simpósio de Jackson Hole, em que o presidente do banco central dos Estados Unidos discursa anualmente sobre a situação da economia norte-americana.

    Os Estados Unidos iniciaram em março deste ano um novo movimento de elevação de juros para conter a maior inflação em 40 anos. Desde então, a taxa subiu do intervalo de 0% a 0,25% para 2,25% a 2,5% ao ano.

    Segundo Powell, a política monetária dos Estados Unidos precisará ser restritiva “por algum tempo” para restaurar uma estabilidade nos preços, usando suas ferramentas “com força”.

    Ele destacou que “registros históricos” alertam contra desacelerar ciclos de alta de juros de forma prematura.

    Para o presidente, a economia dos Estados Unidos está “claramente” desacelerando, mas o mercado de trabalho ainda está “particularmente forte”, mesmo com desequilíbrio entre oferta e demanda, e a inflação “continua a se espalhar”.

    Reforçando o indicado pelos dirigentes da autarquia na ata da reunião de julho, Powell disse que a elevação de juros em setembro dependerá dos dados divulgados entre as duas reuniões.

    Powell ressaltou ainda que a chamada taxa de juros neutra, calculada em 2,25% a 2,5%, “não é lugar para parar ou dar pausa” no ciclo de alta de juros.

    Nesse sentido, indicou que a redução da inflação exigirá um “período sustentado de crescimento abaixo da tendência”, com efeitos no mercado de trabalho e “alguma dor às famílias”.

    Os comentários de Powell foram lidos pelo mercado como mais duros que o esperado, com isso reforçando apostas em uma alta de 0,75 ponto percentual nos juros em setembro, a terceira consecutiva nessa magnitude.

    *Com informações da Reuters