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    Demanda por seguro viagem cresce 230% no primeiro semestre de 2022

    Resultado é impulsionado pela vacinação contra Covid-19 e reabertura das fronteiras

    Lucas Janoneda CNN

    Berlim

    Como consequência da maior procura por destinos internacionais, a demanda por Seguro viagem mais que triplicou nos primeiros seis meses de 2022, quando comparado com o mesmo semestre do ano passado. Trata-se de uma alta superior a 230%, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras Gerais (CNSeg), obtidos pela CNN.

    Em valores gerais, no primeiro semestre deste ano, o setor brasileiro de seguros arrecadou aproximadamente R$ 362 milhões. Do montante, R$ 149 milhões foram utilizados para o atendimento dos viajantes – desde procedimentos médicos até a recuperação de bagagens extraviadas.

    De acordo com a confederação, nos primeiros seis meses de 2021, a receita total das empresas do segmento foi de R$ 110 milhões. Naquele período, com um cenário epidemiológico instável, praticamente todos os países tinham as fronteiras fechadas para os brasileiros.

    “A forte tendência de crescimento do seguro viagem é acompanhando pelo avanço da vacinação contra Covid-19 no Brasil e no mundo, que gerou a abertura das fronteiras com outros países. Além disso, o seguro é indispensável para o ingresso em diversas nações, com o intuito de proteger os viajantes em caso de emergências médicas, bagagem perdida e até cancelamento da viagem”, disse o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.

    Principais destinos

    O levantamento da CNseg indica ainda os quatro principais destinos internacionais buscados pelos brasileiros no primeiro semestre de 2022: Estados Unidos, Portugal, Argentina e Alemanha.

    Dados do Grupo Omint mostram que, levando em consideração apenas os Estados Unidos, a demanda por seguro viagem aumentou em 627% no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado.

    E para o head de Seguro Viagem e Marketing do Grupo Omint, Fábio Pessoa, a procura pelo serviço seria ainda maior, caso não fossem “gargalos” em setores sensíveis para o turismo. Como exemplo, ele cita o atual tempo de espera para tirar o visto americano, que pode levar mais de 400 dias nas principais cidades do Brasil.

    “Ainda não recuperamos totalmente o movimento, em comparação com o início da pandemia, mas podemos dizer que estamos quase lá. O resultado do segmento é muito bom e a expectativa é que continue crescendo, as pessoas estão necessitadas e querem viajar”, disse Fábio Pessoa.