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    Direção do BNDES quer dobrar desembolsos até 2026, mas planeja expansão após reformas e queda do juro

    Nelson Barbosa afirmou que definição sobre setores que puxarão a expansão caberá às "políticas de governo", mas destacou potencial para obras de infraestrutura

    Nelson Barbosa, diretor do BNDES e ex-ministro de Dilma, falou sobre os resultados do banco no 1T23
    Nelson Barbosa, diretor do BNDES e ex-ministro de Dilma, falou sobre os resultados do banco no 1T23 Agência Brasil

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O diretor de planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, afirmou em entrevista a jornalistas nesta terça-feira (16) que a meta da gestão da instituição é dobrar os desembolsos até 2026, mas destacou que a expansão só deve acontecer a partir de 2024.

    “Isso [dobrar os desembolsos do BNDES] é uma meta até 2026. Isso leva tempo, não vai acontecer rápido. Para este ano a previsão é manter em torno de 1% do PIB, talvez um pouco mais. A maior parte desse crescimento a gente espera que aconteça a partir de 2024”, disse.

    “A economia [em 2024], esperamos, vai acelerar, feitas as reformas, reduzindo incertezas, com as curvas de juros caindo. A gente espera que o investimento vá subir, aí vai aumentar mais a demanda”, completou.

    Barbosa falou à imprensa em coletiva de apresentação dos resultados da empresa para o primeiro trimestre. Os desembolsos do BNDES totalizaram R$ 19,1 bilhões no período, uma alta de 29,1% em relação ao mesmo momento de 2022.

    Ao comentar a expansão dos desembolsos, o diretor disse que caberá às “políticas de governo” selecionar os setores que serão preferenciais no momento da expansão dos desembolsos.

    “Nós não temos, necessariamente, um setor mais ou menos preferido. As políticas do governo que vão definir isso. O que a gente detecta como oportunidade é a infraestrutura — que já começou a crescer no ano passado”.

    O diretor destacou, ao mencionar áreas específicas da infraestrutura, o potencial de obras em saneamento, conectividade e rodovias. Ele ainda afirmou que o comércio exterior deve ser outro dos focos.

    O setor da indústria foi o que mais recebeu desembolsos do banco neste trimestre, um total de R$ 6,1 bilhões; seguido por infraestrutura, R$ 5,5 bilhões; comércio e serviços, R$ 3,8 bilhões; e agropecuária, R$ 3,7 bilhões.

    Se, por um lado, os desembolsos avançaram, por outro, a instituição registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2023 — valor 28,4% menor que aquele divulgado no último período de 2022.

    Nelson Barbosa foi ministro da Fazenda e do Planejamento no governo Dilma Rousseff.