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    Empresas brasileiras têm captação recorde no 1º trimestre de R$ 105,2 bilhões

    Debêntures se destacam entre os instrumentos para captação de recursos

    Empresas direcionaram mais da metade dos recursos adquiridos com as debêntures para capital de giro e para refinanciamento de passivo
    Empresas direcionaram mais da metade dos recursos adquiridos com as debêntures para capital de giro e para refinanciamento de passivo FILEDIMAGE

    Artur Nicocelido CNN Brasil Business

    em São Paulo

    As empresas brasileiras tiveram captação recorde no mercado de capitais no primeiro trimestre, de R$ 105,2 bilhões, de acordo com um relatório da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgado na terça-feira (12).

    O montante superou os R$ 102,8 bilhões levantados nos três primeiros meses de 2021 – à época, o melhor resultado de primeiros trimestres.

    Dentre os instrumentos utilizados para captação de recurso, as debêntures se destacaram tanto no trimestre quanto no ano.

    A série histórica da Anbima mostra que esse instrumento apresentou a maior captação desde 2012 para um primeiro trimestre e as emissões em 2022 somaram quase o dobro dos três primeiros meses de 2021, na ordem de R$ 30,9 bilhões.

    Ainda de acordo com relatório da Anbima, entre janeiro e março de 2022, as empresas direcionaram mais da metade dos recursos adquiridos com as debêntures para capital de giro e para refinanciamento de passivo.

    Com relação aos acionistas desses títulos corporativos, os fundos de investimentos aumentaram seu apetite pelas debêntures, apoderando-se de 36,6% do volume, contra 24,7% no mesmo período de comparação.

    Veja o histórico de emissões de debêntures no primeiro trimestre:

    Captação por outras emissões

    As notas comerciais mostraram-se também como uma alternativa à captação. As ofertas desses títulos movimentaram quase R$ 10 bilhões de janeiro a março. A desburocratização desse modelo de emissão, segundo a Anbima, permitiu que 25 empresas captassem nesse período.

    Na prática, as notas comerciais funcionam como um título privado de dívida e o pagamento para os investidores é realizado com base na taxa de juros.

    Já no mercado de follow-ons, as empresas que realizaram ofertas subsequentes movimentaram R$ 6 milhões. Vale ressaltar que, no momento, não há nenhuma oferta em andamento e existem seis operações não precificadas em análise.

    E no mercado externo, nenhuma operação foi registrada em março. O aumento dos juros das Treasuries (títulos da dívida americana), em razão das expectativas sobre a alta dos juros pelo FED (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), tende a encarecer essas operações para as empresas, apontou a entidade, desestimulando as emissões externas.