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    Fiesp não pode admitir que alíquota suba para bens da indústria de transformação, diz presidente

    Em reunião com coordenador e relator do grupo de trabalho da Reforma Tributária, Josué Gomes da Silva defende que indústria não sofra aumento de alíquota para compensar setores com exceção tributária

    Reunião na sede da Fiesp nesta segunda-feira contou com a presença do coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)
    Reunião na sede da Fiesp nesta segunda-feira contou com a presença do coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) Divulgação

    Isabelle Salemeda CNN

    em São Paulo

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, admitiu, nesta segunda-feira (3), que alguns setores como alimentos básicos e saúde precisam de redução de impostos. No entanto, defendeu que a indústria não deve sofrer aumento da alíquota para compensar setores com exceção tributária.

    “A Fiesp é a favor da reforma tributária. No entanto, não pode admitir que a alíquota suba para os bens da indústria de transformação de maneira a compensar exceções que teremos de outros setores”, opinou.

    Durante reunião da diretoria da Federação, o presidente contou ainda que, em um encontro com o ministro da Fazenda na última sexta-feira (31), Fernando Haddad apresentou um documento com quatro compromissos importantes para a reindustrialização do Brasil.

    Na lista, estavam: o desconto no Imposto de Renda para empresas que investirem em equipamentos; um plano de financiamento com taxas mais baixas para a indústria; apoio ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA) previsto na reforma tributária; e esforços para a queda da taxa básica de juros.

    De acordo com o presidente da Federação, a indústria de transformação responde por 30% dos tributos arrecadados nos Brasil e tem mais de 40% do seu valor adicionado pela indústria pago sob a forma de tributos. Segundo ele, os impostos retiram capacidade de geração de caixa para investimentos na indústria.

    A reunião na sede da Fiesp nesta segunda-feira contou com a presença do coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Durante a fala, Lopes disse que o Brasil precisa de uma reindustrialização.

    “Eu acho que esse sistema atual não permite a reindustrialização. E o sistema novo, baseado no IVA, vai permitir. A gente não quer só reindustrializar o Brasil, mas, talvez, modernizar a indústria brasileira. Uma indústria 4.0, com capacidade de transição ambiental, tecnológica, moderna”, afirmou.

    Também esteve presente o relator do grupo de trabalho sobre o tema, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que agradeceu o apoio do setor para a reforma. “A manifestação de apoio da Fiesp é muito importante para nós”, declarou Ribeiro.

    Segundo ele, depois de muito debate sobre o tema, agora é necessário fazer a reforma para ter um sistema menos danoso ao país. “O que estamos tratando nessa reforma não é só mudar o sistema tributário, mas o país que queremos ter numa visão de longo prazo”, disse.