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    Dívida do Brasil deve ser de 88,4% do PIB em 2023 com aumento gradual, diz FMI

    Fundo usa método diferente do adotado pelo Banco Central brasileiro para calcular relação dívida/PIB; Fazenda projeta dívida de 75% do PIB para este ano

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida bruta do Brasil fechará 2023 em 88,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a instituição, a relação vai avançar nos próximos cinco anos, atingindo 96,2% em 2028.

    Vale destacar que o FMI usa método diferente daquele adotado pelo Banco Central do Brasil para calcular a relação dívida/PIB. A autoridade monetária brasileira considera somente os títulos vendidos ao mercado em operações compromissadas. O Fundo leva em conta todos os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.

    O Ministério da Fazenda projetou, ao apresentar a nova regra fiscal, a relação dívida/PIB para os próximos anos. Para 2023, o valor girou em torno de 75% do PIB. O FMI não menciona o recém-anunciado mecanismo de controle de gastos e destaca que os dados divulgados consideram “a política fiscal em vigência”.

    A projeção do FMI para a dívida brasileira ficou acima da média prevista para o mundo emergente, registrada em 68,8% do PIB para 2023. Os únicos países deste grupo que superaram a relação brasileira foram a Ucrânia (98,3% do PIB) e o Egito (92,9% do PIB).

    As métricas foram divulgadas pela autoridade internacional no chamado “Monitor Fiscal”, divulgado nesta quarta-feira (12).

    Ao comentar a situação do Brasil individualmente, o FMI aponta que o saldo primário do Brasil deve piorar por conta “da extensão do suporte social” e dos “reflexos das reduções de impostos estabelecidas em 2022”. Por outro lado, diz que considera, sem dar mais detalhes, “medidas de compensação para diminuir o déficit”.