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    IGP-DI cai 1,22% em setembro ante recuo de 0,55% no mês anterior, diz FGV

    Índice acumula alta de 5,54% no ano e 7,94% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice havia caído 0,55% e acumulava alta de 23,43% em 12 meses

    IGP-DI é composto pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC), e o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC)
    IGP-DI é composto pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC), e o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    CNN Brasil Business

    O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 1,22% em setembro, ante recuo de 0,55% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), nesta quinta-feira (6).

    Com o resultado, o índice acumula alta de 5,54% no ano e 7,94% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice havia caído 0,55% e acumulava alta de 23,43% em 12 meses.

    O IGP-DI é composto pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% no índice; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, e o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), representando 10%.

    “Os preços de commodities e combustíveis continuam a orientar a desaceleração do IPA e do IPC. Contudo, o IPA antecipa maior contração das pressões inflacionárias”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços, em nota de divulgação.

    O especialista ressalta que, em setembro de 2021, 69% dos itens componentes do IPA estavam subindo de preço, já em setembro de 2022, o percentual caiu para 30%. No IPC, o número de item com aumento de preço também recuou, passando de 65% em setembro de 2021 para 58% em setembro de 2022.

    O IPA caiu 1,68% em setembro, ante queda de 0,63% no mês anterior.

    Um dos destaques para o resultado foi o estágio das Matérias-Primas Brutas, que intensificou a queda em sua taxa de variação de -0,04% em agosto para -1,95% em setembro.

    “Contribuíram para este movimento os seguintes itens: leite in natura (10,84% para -6,92%), cana-de-açúcar (-0,13% para -1,14%) e aves (1,04% para -1,42%). Em sentido oposto, vale citar minério de ferro (-3,80% para -3,27%), soja em grão (-1,30% para -0,92%) e café em grão (-0,94% para -0,58%)”, diz o estudo.

    O IPC variou 0,02% em setembro, após queda de 0,57% em agosto. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (0,46% para 4,36%), Transportes (-3,56% para -2,63%), Habitação (-0,09% para 0,40%) e Comunicação (-1,03% para -0,52%).

    “Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos seguintes itens: passagem aérea (2,07% para 23,75%), gasolina (-11,62% para -8,68%), tarifa de eletricidade residencial (-2,33% para -0,07%) e tarifa de telefone móvel (-2,26% para 0,13%)”.

    Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,07% para -0,29%), Despesas Diversas (0,36% para 0,04%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,77% para 0,59%) e Vestuário (0,53% para 0,38%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

    “Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: laticínios (2,64% para -4,86%), cigarros (2,45% para 0,28%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,65% para 0,49%) e roupas (0,69% para 0,24%)”.

    O INCC registrou em setembro a mesma taxa de variação do mês anterior, de 0,09%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de agosto para setembro: Materiais e Equipamentos (-0,21% para -0,31%), Serviços (0,46% para 0,34%) e Mão de Obra (0,28% para 0,39%).

    *Publicado por Ligia Tuon