Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Inter revê para cima expectativas para o PIB e inflação em 2023

    Equipe econômica aumenta previsões diante do melhor desempenho da economia no 2º trimestre e impactos do reajuste dos combustíveis

    Equipe do Inter não tira do horizonte a possibilidade de a autoridade monetária pisar no acelerador ainda neste ano caso haja mudanças no quadro inflacionário
    Equipe do Inter não tira do horizonte a possibilidade de a autoridade monetária pisar no acelerador ainda neste ano caso haja mudanças no quadro inflacionário Divulgação/Inter

    Da CNN

    São Paulo

    O Inter aumentou as suas projeções para o crescimento da economia e da inflação neste ano diante de dados melhores das atividades no segundo trimestre e os impactos do reajuste dos combustíveis, respectivamente, segundo relatório publicado nesta quinta-feira (17).

    Agora, a equipe econômica do banco prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) encerre 2023 com alta de 2,2%, ante expectativa de 2%.

    Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — o indicador oficial da inflação doméstica — deve fechar o ano com avanço de 5%. A previsão anterior apontava aumento de 4,6%.

    Segundo trimestre melhor do que o esperado

    A mudança no desempenho da economia é sustentada pelas indicações de alta de 0,2% da economia no segundo trimestre — acima do esperado — em comparação com o período de janeiro a março.

    Segundo o Inter, o desempenho deve ser puxado pela resiliência do setor de serviços, “ainda que com uma marcada desaceleração em junho”.

    Apesar desse impulso, o banco ainda vê desaceleração da economia na primeira metade do ano, principalmente pela queda do investimento e consumo diante da menor oferta de crédito.

    “No entanto, com a melhora no atual nível de emprego e renda, não esperamos que essa desaceleração se transforme em recessão”, pontuou a equipe econômica.

    Para 2024, o banco segurou a expectativa do PIB em 1,5%, impactado pela retração na demanda da economia global, incluindo a China.

    “O crescimento esperado já reflete a expectativa de impacto do início do afrouxamento monetário”, ressaltou o banco.

    Combustíveis pressionam inflação

    O recente reajuste nos preços de combustíveis pela Petrobras deve ser sentido já no aumento da inflação entre agosto e setembro, segundo dados dos especialistas.

    Na terça-feira (15), a estatal anunciou o aumento de R$ 0,41 por litro de gasolina para as distribuidoras, equivalendo a um reajuste de 16,3%. Com o reajuste, o preço por litro do combustível passou para R$ 2,93.

    Já o preço do diesel foi majorado em R$ 0,78 por litro, ou 25,8%, passando a R$ 3,80.

    “Apesar da desaceleração observada nas medidas de núcleos e na inflação de serviços, o IPCA nos próximos meses deve refletir o impacto da alta de cerca de 8% na gasolina, resultado da correção do petróleo e desvalorização recente do real”, informou o Inter.

    A expectativa de alta de 5% ao fim deste ano mantém a inflação acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), com alvo de 3,25%, com tolerância entre 1,75% e 4,75%.

    Para 2024, a equipe econômica do Inter vê o índice desacelerar para 3,9%. No próximo ano, o BC tem meta de entregar o IPCA em 3%, com possibilidade de oscilar entre 1,5% e 4,5%.

    Aceleração do corte de juros não é descartada

    O Inter também manteve a previsão da taxa de juros em 11,50% ao fim deste ano e acredita em novas reduções de 0,5 ponto na Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    No início deste mês, o colegiado reduziu a Selic de 13,75% para 13,25%, o primeiro corte em três anos. Na ata, o Copom já sinalizou que deve manter esse ritmo nos próximos encontros.

    Apesar da manutenção da expectativa, a equipe do Inter não tira do horizonte a possibilidade de a autoridade monetária pisar no acelerador ainda neste ano caso haja mudanças no quadro inflacionário.

    “Uma aceleração dos cortes no final do ano e começo do ano que vem não é descartada caso a inflação tenha novas surpresas de queda”, pontuou.

    Para 2024, o banco também segurou a expectativa de Selic a 9% ao ano.

    O ciclo de redução, porém, pode ser mais longo, chegando a 8% até 2025, “mas dependerá da evolução do cenário com a execução do arcabouço e redução de fato do déficit fiscal”.