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    Ibovespa fecha estável após decisão dos juros nos EUA e à espera do Copom; dólar recua a R$ 4,99

    Fed elevou os juros em 0,25 ponto percentual e evitou sinalizar fim do movimento de alta

    Na véspera, o dólar subiu 1,15%, a R$ 5,046 na venda; Ibovespa teve queda de 2,4%, aos 101.926 pontos
    Na véspera, o dólar subiu 1,15%, a R$ 5,046 na venda; Ibovespa teve queda de 2,4%, aos 101.926 pontos NurPhoto via Getty Images

    Da CNN

    O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (3) praticamente estável, com investidores repercutindo a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em aumentar os juros em 0,25 ponto percentual e à espera da divulgação da Selic pelo Banco Central (BC).

    O principal indicador da bolsa brasileira fechou com leve queda de 0,13%, aos 101.797 pontos, amenizando parte da queda vista durante a maior parte do dia. O dólar seguiu na mesma direção e encerrou em baixa de 1,06%, negociado a R$ 4,992 na venda.

    A alta dos juros norte-americanos para uma banda entre 5% e 5,25% ao ano já era esperada pela maior parte dos investidores.

    As atenções estavam focadas nas pistas que o banco central daria sobre os próximos passos da política monetária após 10 aumentos consecutivos, principalmente na possibilidade do fim do movimento.

    O presidente do Fed Jerome Powell, porém, frustrou parte deste otimismo. Em coletiva de imprensa após a divulgação dos dados, Powell afirmou que ainda vê a inflação elevada, e que as altas pressões de preços continuam a ser motivo de preocupação.

    Diante deste quadro, Powell disse que ainda é muito cedo para confirmar que o ciclo de aumento dos juros já tenha chegado ao fim.

    “Estamos preparados para fazer mais”, afirmou sobre possíveis novos aumentos. Segundo o presidente do Fed, a decisão do rumo da taxa será tomada “reunião a reunião”.

    As autoridades norte-americanas miram equilibrar a necessidade de desacelerar a inflação — que, em março, chegou a 5% em doze meses, acima da meta de 2% ao ano — contra um conjunto de riscos, de falências bancárias à possibilidade de inadimplência da dívida dos EUA.

    Os investidores seguem à espera da decisão dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a partir das 18h30, após o fechamento do mercado.

    É praticamente unânime a visão de que o colegiado mantenha a Selic em 13,75% ao ano mais uma vez, o maior patamar da taxa desde o final de 2016.

    O comunicado do BC após o anúncio, porém, é quem ganha os holofotes, com o mercado atento a sinalizações da autoridade que podem antecipar as próximas decisões — e até a queda dos juros.

    Vale lembrar que essa é a primeira reunião após o anúncio do novo marco fiscal, já em tramitação no Congresso. O BC, no entanto, tem ressaltado repetidamente que, embora seja uma boa notícia, não há relação mecânica entre o novo arcabouço e a taxa Selic.

    Ainda na cena local, o mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, é monitorado de perto. A operação investiga a possível inserção de dados falsos de vacinação nos sistemas da Saúde. Do lado corporativo, investidores aguardam a divulgação do Relatório de Produção e Vendas do primeiro trimestre da Petrobras, além dos balanços financeiros de Gerdau, Klabin, Mercado Livre, CSN, GPA e Renner.

    Na véspera, o dólar subiu 1,15%, a R$ 5,046 na venda. O Ibovespa, por sua vez, teve queda de 2,4%, aos 101.926 pontos.

    Publicado por Tamara Nassif. Com informações da Reuters.