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    Santander vê Ibovespa chegar a 160 mil pontos em 2024 com Selic a 9,5%

    Banco também baseia expectativa positiva na esperada flexibilização monetária nos Estados Unidos

    Ibovespa
    Ibovespa REUTERS/Paulo Whitaker

    Ligia Tuonda CNN

    O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, pode chegar a 160 mil pontos até o fim de 2024, apoiado pela flexibilização monetária no país e nos Estados Undos, prevê o Santander em relatório.

    O banco espera que a Selic, taxa básica de juros, chegue a 9,5% ao ano em dezembro, dos atuais 11,75%.

    Na reunião da semana passada, última de 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu fazer um novo corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) na Selic, que voltou ao mesmo patamar de março de 2022.

    O anúncio marcou o quarto corte da taxa desde agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário. “Desde então, o Ibovespa subiu 15%, mas ainda vemos espaço para uma recuperação mais forte, com o índice atingindo 160 mil pontos até o final de 2024”, diz o Santander em relatório deste domingo (17).

    O boletim Focus do Banco Central, que reúne a estimativa de mais de uma centena de agentes do mercado e instituições para os principais indicadores econômicos, vê a taxa chegando a 9,25% daqui a um ano.

    “Nossa visão positiva é baseada em ciclo de flexibilização contínua do Banco Central do Brasil, com a taxa Selic atingindo 9,5% até o final de 2024; a probabilidade crescente de uma aterrissagem suave na economia dos EUA, o que poderia levar o Fed a cortar as taxas na segunda metade do ano que vem”, diz o banco.

    Sobre as empresas do índice, o banco espera uma recuperação dos lucros liderada por nomes nacionais dos setores de educação, transporte, varejo, alimentação e bebida e saúde.

    “O pior crescimento do lucro por ação ficou para trás, em nossa opinião. Depois de cair cerca de 20% em 2023 (conforme expectativas), esperamos ver os lucros recuperarem 15% em 2024. A maior parte da recuperação deverá ser liderada por nomes nacionais”.

    Riscos no radar

    A tese positiva do Santander para o Ibovespa pode ser inviabilizada por uma série de riscos. Entre eles, estão as pressões inflacionárias mais fortes e duradoras nos EUA, o que pode fazer com que o Fed (BC americano) opte por um apeto monetário ainda mais rigoroso.

    Uma política fiscal expansionista no Brasil também pode segurar os ganhos na Bolsa, segundo o banco, que cita uma possível “perda mais ampla de credibilidade no processo de consolidação e ancoragem fiscal, fazendo com que as condições financeiras se deteriorem”.

    A instituição também cita uma possível desaceleração econômica global como entrave. “Severa desaceleração global poderá prejudicar os preços das matérias-primas”.