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    Lojas de aplicativos chinesas excluem navegador do Alibaba

    O navegador foi um entre vários aplicativos chineses e estrangeiros que foram alvo de críticas no popular programa "315" do horário nobre da TV Central

    Logo do grupo Alibaba em evento em Hangzhou, Província de Zhejiang, China 10/11/2020
    Logo do grupo Alibaba em evento em Hangzhou, Província de Zhejiang, China 10/11/2020 Foto: REUTERS/Aly Song

    Yingzhi Yang, Sophie Yu e Tony Munroe

    da Reuters

    Lojas de aplicativos chinesas removeram o UC Browser do Alibaba Group para celulares, após ele ser criticado no programa anual de direitos do consumidor da televisão estatal chinesa por incluir anúncios médicos de empresas não qualificadas.

    A China tem apertado a regulamentação de seu vasto setor de internet, com o império de comércio eletrônico Alibaba, fundado pelo bilionário Jack Ma, sendo um dos principais alvos.

    Não foi possível fazer o download do UC Browser nas lojas de aplicativos Android operadas pelos principais fabricantes de telefones chineses Huawei, Xiaomi e Vivo na noite de terça-feira. Ele ainda estava disponível na loja de aplicativos chinesa da Apple.

    O navegador foi um entre vários aplicativos chineses e estrangeiros que foram alvo de críticas no popular programa “315” do horário nobre da TV Central da China, na noite de segunda-feira (15).

    A UC, que afirma ter mais de 400 milhões de usuários ativos por mês em todo o mundo, apresentou um pedido de desculpas após o programa e disse que havia iniciado uma investigação e medidas reparadoras.

    Na terça-feira, a Alibaba se referiu à declaração da UC em resposta a um pedido de comentário sobre a remoção do navegador pelas lojas de aplicativos.

    “Vamos fortalecer ainda mais o mecanismo de supervisão e o senso de responsabilidade da plataforma e fornecer aos usuários serviços de informação de alta qualidade com padrões mais rigorosos. Pedimos aos usuários que continuem a nos supervisionar”, disse a UC na segunda-feira.

    A Huawei não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. Xiaomi e Vivo não quiseram comentar.

    As plataformas da internet foram objeto de discussão em uma reunião na segunda-feira liderada pelo presidente Xi Jinping com chefes do Partido Comunista responsáveis por assuntos financeiros e econômicos.