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    ANP tem registros de 95 poços perfurados na história da Bacia da Foz do Amazonas

    De acordo com a agência, apenas seis poços foram perfurados após a criação do órgão, em 1988

    Ampla maioria dos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas foi perfurada nos anos 1970 e 1980
    Ampla maioria dos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas foi perfurada nos anos 1970 e 1980 Djalma Sena

    Caio Junqueira

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou à CNN que já foram perfurados 95 poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, a ampla maioria deles nos anos 1970 e 1980.

    Segundo a agência, foram apenas seis poços perfurados após a criação da ANP, em 1988.

    A CNN obteve a planilha com todos os poços perfurados na bacia. Ela mostra que o primeiro poço foi perfurado em 27 de janeiro de 1970 e estava seco e sem indícios de óleo ou gás nele.

    Essa era a condição da ampla maioria dos poços perfurados na região. Ao todo, foram 54 poços secos sem indícios e 27 abandonados por “acidente mecânico”. Na sequência vem quatro “abandonados por outras razões”, cinco como “produtor subcomercial de gás natural e petróleo”, um descobridor com gás natural 3 com descoberta subcomercial de petróleo e um seco com indícios de petróleo e gás natural.

    Os dados mostram que depois da primeira tentativa, em 1970, foram mais 25 perfurações até que se achasse gás natural em um poço no Amapá. O petróleo apareceu pela primeira vez em um poço no dia 22 de dezembro de 1978. Os registros apontam que, em 22 de dezembro de 1978, localizou-se pela primeira vez petróleo. Os registros mostram que o poço não era explorável comercialmente (“produtor subcomercial de petróleo”).

    O último poço foi perfurado em 14 de agosto de 2004 pela BP Energy e estava “seco sem indícios”.

    Avaliação das descobertas

    De acordo com a ANP, “nessa primeira fase dos contratos, são realizados estudos e atividades (como sísmicas, perfuração de poços) etc. para identificar a presença ou não de petróleo e gás e, caso seja identificada, avaliar se as descobertas são ou não comerciais” e, “ao final dessa fase, a empresa decide, unilateralmente, se irá continuar com o bloco (total ou parcialmente) e transformá-lo em um campo (início da fase de produção) ou se irá devolvê-la à ANP”.

    A agência informou ainda que “não existem e nunca existiram campos (contratos na fase de produção) na Bacia da Foz do Amazonas” e “consequentemente, não há poços de desenvolvimento na região”.

    A ANP disse ainda que é importante ressaltar que “o último poço perfurado na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas ocorreu em 15 de outubro de 2011, pela Petrobras, e foi abandonado por outras razões”.

    A CNN publica nesta semana a série especial Petróleo na Amazonia. Confira aqui as reportagens