Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    BNDES deve ser subordinado ao Ministério de Indústria e Comércio Exterior no novo governo

    Apex também pode ficar na alçada do novo ministério. GT da Indústria destaca, ainda, necessidade de aprovação da reforma tributária para industrialização do país

    Sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
    Sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Miguel Ângelo/Confederação Nacional da Indústria (CNI)

    Tainá Farfanda CNN em Brasília

    O grupo temático (GT) sobre indústria e comércio exterior da equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá propor no relatório final, que deve ser entregue no domingo (11), a recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e a Agência de Exportação (Apex) subordinados à pasta.

    “O presidente Lula deixou claro que Apex e BNDES estarão no novo MDIC. Os que tentaram argumentar de forma contrária não passaram da preliminar com ele. É preciso ter foco e ousadia e tratar da promoção dos produtos brasileiros.

    O BNDES tem que ser esse instrumento de impulsionar a industrialização e resgatar as estruturas já existentes no país”, afirmou Aloizio Mercadante durante coletiva do GT nesta quarta-feira (7).

    A equipe também destacou que o novo governo Lula terá como prioridade a aprovação da reforma tributária ainda no primeiro ano do mandato.

    “Para termos um processo de industrialização do Brasil, não tem como não termos uma reforma tributária. Essa é uma decisão efetiva de governo. Quem sabe nos primeiros 6 meses ou primeiro ano, já teremos ela aprovada no congresso nacional”, afirmou o ex-governador do Rio Grande do Sul e membro do GT, Germano Rigotto.

    Mercadante disse que a reforma administrativa também deverá avançar no novo governo, mas com uma nova proposta, não a PEC 32/2020. “A PEC 32 tem caráter punitivo… não avançou e não vai avançar”, afirmou.

    O grupo temático também irá propor a revogação de entre 20 e 24 decretos e normativas tributárias ligados à política externa e industrial do governo de Jair Bolsonaro.

    O economista e ex-ministro Mauro Borges, que também faz parte do GT, destacou a atual política de descapitalização do BNDES. “Hoje o BNDES está no osso, ele está, literalmente, descapitalizado. Será um desafio recuperar funding do banco sem qualquer custo fiscal”, afirmou.

    Mercadante ressaltou que a ideia, com as propostas do GT, é retomar o processo de industrialização do Brasil, avançando com economia verde, indústria 4.0, descabornização e retomada de crédito para crescimento das pequenas e micro empresas, que são maioria no país.