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    BTG reduz projeção de crescimento do PIB brasileiro de 0,9% para 0,7% em 2023

    Instituição também revisou a previsão do IPCA 2023 de 5,0% para 5,9% devido aos riscos de deterioração do cenário fiscal brasileiro

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    dinheiro Getty Images

    Pedro Zanattado CNN Brasil Business em São Paulo

    Em relatório divulgado nesta terça-feira (27), o BTG Pactual revisou sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2023. O banco alterou a expetativa de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,9% para 0,7% no próximo ano.

    Além disso, a instituição também revisou a previsão do IPCA (Índice de Preços no Consumidor) para 2023 de 5% para 5,9%.

    “Aumentamos nossas projeções para 2023 e 2024 devido a riscos relacionados à política tributária e à deterioração geral do cenário fiscal”, explica o documento. Para 2024, o índice previsto saiu de 3,5% para 4%.

    Ainda segundo o banco, outros fatores fizeram com que a previsão inflacionária para o país fosse revisada como o aumento do preço dos combustíveis, com o possível término dos cortes de impostos federais, além de uma expectativa de maior depreciação do real frente ao dólar (aumentando a projeção de câmbio para uma média de R$ 5,30 no fim de 2023 ante R$ 4,90 no último relatório).

    Por fim, um déficit fiscal maior do que o esperado para o próximo ano também entra no radar da instituição para corroborar com as revisões.

    O documento pondera que as propostas de política fiscal do novo governo eleito trazem riscos significativos para as perspectivas de longo prazo.

    Desde o último relatório mensal, a PEC do Estouro foi aprovada pelo Congresso, abrindo espaço para R$ 170 bilhões de gastos fiscais em 2023 acima do teto de gastos. No cenário anterior projetado pelo banco, havia sido considerado R$ 100 bilhões de gastos acima do teto.

    “A política fiscal significativamente mais expansiva resultará em maiores pressões inflacionárias em 2023 e além, dificultando a inflação convergência para o ponto médio da meta nos próximos anos”, diz o BTG.