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    Cada país do Mercosul está fazendo seu próprio jogo de interesses, diz analista

    À CNN Rádio, o professor de Relações Internacionais no Brasil e na Argentina, Gustavo Segré, avalia que, na prática, o bloco passou a ser uma zona de livre comércio

    Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados termina nesta quinta-feira
    Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados termina nesta quinta-feira Twitter/Ministério Relações Exteriores do Paraguai

    Amanda Garciada CNN

    A edição de número 60 da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados termina nesta quinta-feira (21) no Paraguai e não deve apresentar avanços, segundo o analista internacional e professor de Relações Internacionais no Brasil e Argentina, Gustavo Segré.

    Ele avalia que cada nação do bloco tem tido sua própria agenda de interesses.

    “O Uruguai negocia bilateralmente com a China, o que contraria o princípio do Mercosul; o Brasil já fez acordo unilateral para diminuir impostos de importação; Argentina, em crise interna, negocia isoladamente para não precisar do dólar para transações comerciais com o Brasil”, disse, à CNN Rádio.

    Este cenário, de acordo com Segré, mostra que “cada país está fazendo seu jogo, não tem jogo para o Mercosul.”

    “Na minha visão, se eu tivesse bola de cristal, o que pode acontecer é um retrocesso de uma União Aduaneira indo para a Zona de Livre Comércio.”

    O analista explica que, na prática, já é isso que acontece, com os países fazendo acordos sem a anuência dos demais países do bloco.

    Mesmo assim, o professor avalia que uma eventual entrada da Bolívia e do Chile no Mercosul seria positiva: “Quanto maior o bloco, melhor a negociação e incrementa o mercado consumidor”.

    *Com produção de Isabel Campos