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    Com inflação e queda no poder de compra, varejo aposta em produtos de alto valor

    Venda desses procutos cresceu quase 30% nos primeiros dois meses do ano, segundo levantamento realizado pela GFK

    Karla Chavesda CNN

    São Paulo

    Com a alta da inflação e a queda do poder de compra do consumidor, o varejo está focando nos procutos da chamada linha premium, aqueles de maior valor.

    A venda de procutos desse tipo, como refrigeradores, churrasqueiras a gás e lava-louças, cresceu quase 30% nos primeiros dois meses do ano, segundo levantamento realizado pela GFK.

    “A taxa de juros muito alta faz com que pessoas com melhor poder aquisitivo consigam manter o patrimônio que, no geral, está aplicado em investimentos que rendem mais do que a inflação e até mais do que o juro básico”, diz Juliana Inhasz, economista e professora do Insper.  “Então estão ganhando poder de compra daí eles ganham então espaço para poder comprar cada vez mais”.

    Com as vendas desse segmento indo bem, a diversidade de produtos de alto padrão é cada vez maior. Na comparação do primeiro bimestre deste ano com o do ano passado, houve alta de oferta em várias linhas.

    Para TVs HD, a alta foi de 2%. Para smartphones acima de R$ 2.500, de 21%. Já em relação à variedade de notebooks de sétima geração, o aumento chegou a 33%, mostra o levantamento.

    Em relação ao mercado de automóveis, o cenário também mostra um aumento de vendas de carros de alto padrão. Um levantamento da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores mostrou que, em março de 2022, os modelos de SUVs foram responsáveis por 48,70% das vendas no mês, uma alta de 44,68% na comparação com fevereiro.

    A estimativa é que, pelo menos até o fim deste ano, os investimentos do comércio sigam voltados para as classes A e B, que apesar de representarem uma fatia bem menor da população, é onde hoje estão as pessoas que continuam comprando, mesmo com a economia instável.

    “Hoje quem tem dinheiro para comprar justamente este público que vai olhar a geladeira mais cara, o fogão com maior tecnologia, que vai querer trocar uma televisão que já não era pequena por uma maior ainda, e aproveitar o momento em que o mercado ainda está muito vulnerável e procurando este comprador”, diz Inhasz.