Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Em evento com empresários, Alckmin defende projeto que retoma financiamento do BNDES a obras no exterior

    Governo enviou projeto de lei ao Congresso no ano passado; Apex diz que operação é demanda das empresas

    Diogo Zacarias/MF

    Danilo Moliternoda CNN

    O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e a diretora de negócios da Apex Brasil, Ana Repezza, defenderam em evento nesta terça-feira (5) o projeto de lei que retoma o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a serviços de engenharia no exterior.

    “Precisamos ter crédito para competir no comércio exterior. O BNDES tem inadimplência de 0,01%, até porque temos o FGE, nosso Fundo de Garantia a Exportação”, disse.

    O governo enviou ao Congresso a proposta que cria este Exim Bank no final do ano passado. O objetivo é dar mais segurança jurídica aos créditos para a exportação de serviços de engenharia, viabilizando a volta de construtoras do país ao mercado internacional.

    O crédito foi praticamente interrompido em 2016, na esteira da Operação Lava Jato, que teve como alvo grandes empreiteiras que executavam obras no exterior.

    Ana Repezza defendeu que “o mundo interior oferece crédito para este seguimento”. Também destacou os empregos e divisas gerados por estas operações.

    “O que houve no Brasil foi uma demonização do setor em função de problemas que já foram identificados” disse.

    A representante da Apex destacou os impactos positivos para a construção civil, de uma cadeia longa e com potencial de gerar postos de trabalho. Ela disse que o projeto é uma demanda das próprias empresas e que o governo espera a aprovação no Legislativo.

    Essa modalidade de crédito serviu para levar adiante projetos como o porto de Mariel, em Cuba; e o metrô de Caracas, na Venezuela; que se tornaram pivôs de debate político nas últimas eleições presidenciais.

    O projeto de lei traz, como aperfeiçoamento, a proibição para países inadimplentes serem credores, impedindo novos financiamentos. O crédito poderá ser retomado quando houver formalização de renegociação da dívida.

    Realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Apex Brasil.