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    Espanha avança com taxação temporária de grandes fortunas

    Ministra da Fazenda, María Jesus Montero indicou que medida ocorre por conta dos efeitos da guerra da Ucrânia na economia

    Pessoas caminham na orla em Barcelona, na Espanha, no sábado, 2 de maio de 2020.
    Pessoas caminham na orla em Barcelona, na Espanha, no sábado, 2 de maio de 2020. Foto: Emilio Morenatti/AP/Agência Estado

    Matheus Andrade, do Estadão Conteúdo

    A Espanha avança com uma proposta de taxação temporária para grandes fortunas, que deverá afetar o 1% da população mais rico do país, de acordo com a ministra da Fazenda, María Jesus Montero. Em entrevista ao canal La Sexta, Montero indicou que a medida ocorre por conta dos efeitos da guerra da Ucrânia na economia, e que o governo espera realizar a cobrança a partir do ano que vem.

    “É um momento de pedir um esforço maior”, afirmou a ministra sobre a população com mais renda. A espanhola disse que intenção é a de que a crise não recaia sobre a população mais vulnerável, e apontou medidas de taxação de empresas de energia e bancos como exemplos dessa intenção. Segundo Moreno, o ministério vem trabalhando para poder financiar ajuda à classe média e trabalhadora, o que faz com que as contribuições sejam necessárias.

    Entre os programas destacados pela ministra, estão apoios para o pagamento de combustíveis e aos estudantes do país. “Pedimos um esforço temporário das grandes fortunas para que possamos aliviar aqueles que tem dificuldades”, afirmou.

    Além de avançar com as taxações de fortunas e grandes empresas, a gestão do presidente de governo Pedro Sánchez já reduziu recentemente o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre o gás no país de 21% para 5%, em um movimento para beneficiar a “classe média trabalhadora ao mesmo tempo em que é feita uma distribuição equitativa”, segundo Sánchez.

    Na Argentina, pela crise causada pela pandemia de covid-19, o governo do presidente Alberto Fernández aprovou uma taxação extraordinária para grandes fortunas. Além da arrecadação, a medida recebeu críticas pelo possível incentivo à evasão fiscal.