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    Ipea reduz previsão de inflação para 2022 de 6,6% para 5,7%

    Energia elétrica e combustíveis são principais responsáveis pelo recuo

    Lucas Janoneda CNN no Rio de Janeiro

    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo, pela segunda vez no ano, a expectativa para inflação brasileira em 2022. De acordo com a nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29), a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,6% para 5,7%.

    Segundo os pesquisadores, o resultado mais otimista é influenciado principalmente pela energia elétrica e gasolina, que registraram queda de 20,5% e 19,3% no acumulado entre janeiro e agosto, respectivamente.

    Por outro lado, os alimentos no domicílio ainda representam o maior impacto para os brasileiros. A alta acumulada de 11,8% para esse grupo nos primeiros oito meses do ano, no comparativo com o mesmo período de 2021, reflete os expressivos aumentos dos leites e derivados (40,2%) e dos panificados (16,9%).

    “No caso dos panificados, os reajustes ainda são reflexos da forte elevação de preço do trigo no mercado internacional, ocorrida entre fevereiro e maio, em função da guerra no leste europeu, já que a Ucrânia e Rússia são responsáveis por 40% de toda exportação do insumo”, segundo trecho da pesquisa do Ipea.

    Ainda que em menor intensidade, os aumentos de 7,3% dos bens industriais e de 5,8% dos serviços livres, novamente entre janeiro e agosto, também contribuíram para evitar uma desaceleração ainda mais forte do IPCA.

    Em relação às perspectivas para 2023, a projeção da inflação foi mantida em 4,7%. Segundo o Ipea, apesar da piora do cenário externo, com aumento do risco sobre a taxa de câmbio, a previsão é mantida por conta da queda no preço das commodities e da normalização das cadeias produtivas após a pandemia de Covid-19.

    Além disso, a projeção de uma safra recorde de grãos e a baixa probabilidade de eventos climáticos adversos devem proporcionar uma alta mais moderada dos alimentos no próximo ano.